quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Entreatos
Mas gostaria de reforçar a idéia do título, q diz "leve", ou seja algo básico, para introduzir, mto à la wikipédia, com um pouquinho de análise, senão não era Julia.
A minha idéia é só contar uma evolução, com os marcos mais óbvios. Logo, não estou citando mto filmes e jeitos de fazer cinema q marcaram.
Fiquei mto "cabrera" com isso desde a semana passada, pq, em nosso estudo sobre a busca pela identidade nacional do brasileiro, na facul, o grupo q se apresentou fez do Zé Carioca... E, bom, isso é na época de 30, e o Mister Disney, ignoremos suas ideologias, era de fato um mestre da animação, e eu nem o citei aqui.
Não faço curso de cinema, nem sou o Rubens Ewald Filho. Só gosto de cinema, e de analisá-lo, segundo meus limites.
Isso é hobby e não me exijam...
Garantido meu escudo contra críticas (q não são escritas, mas pensadas), vamos fazer valer esse post com um link de uma votação elaborada pela revista Empire com os 100 maiores personagens do cinema.
Essa lista tá bem esquisita, com personagens marcantes, tipo o ET no meio da 70º posição, e o protagonista de Duro matar em 12º. Foi eleita pelo povo internético, mas ainda sim...
Não nego quem está na lista, afinal, gostos e gostos, mas algumas posições são surpreendentes (e um pouco excessivamente divergentes com senso comum).
Claro q o Gollum, o Bond do Sean Connery, o Hannibal do Anthony Hopkins e Indiana Jones ao menos merecem seus 13º, 11º, 5º e 6º lugar, respectivamente (talvez até melhor). Mas vc também não acha um exagero o Hans Solo (Star Wars) estar no 4º lugar de TODO O CINEMA, ou mesmo o 1º lugar estar para o personagem de Brad Pitt em Clube da Luta, deixando o Darth Vader em segundo?
Neo-sem-sal de Matrix na frente de Forest Gump? Se ainda fosse o vilão! (ou nem isso...)
E Mary Poppins e Harry Potter no meião (e o já citado ET quase no fim, o que para mim é o cúmulo!), atrás de tipos piegas de ação dos anos 90?
(A moça de Alien não merece a nona posição, pelo amor de Deus!)
Bom, ao menos a lista gera discussão (e talvez te introduza a filmes que você não viu... Bom para anotar no caderninho!). E para vc? Quem são os 10 maiores personagens do cinema?
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Uma Leve História do Cinema - Parte II
Para a história do cinema, nós temos uma tragédia com relação aos filmes mudos: mais de 90% da produção à época se perdeu, pelas más condições em que eles foram deixados e - vejá só - porque a produção das películas tinha um produto químico, o nitrato de prata, que é caro, fazendo com que seus produtores derretessem os trabalhos para extrair o metal (e obter GRANA). O pragmatismo sempre vence a arte. Fikdik e não se iluda.
Obviamente que o crescimento da indústria do cinema hollywoodiana, como todo crescim
ento industrial, trouxe um investimento para se desenvolver técnicas melhores, especialmente uma muito ansiada: a sincronização de som com imagem. A coisa foi engatinhando, e um pouco antes da década de vinte, eu já li que se gravara som - entenda, trilha - para acompanhar o filme, sem precisar de orquesta. Era meio irregular e ocasionalmente tinha problemas, contudo, era um passo. Mas, curiosamente, o wikipédia não fala disso e já vai partindo para os "finalmentes".E os "finalmentes" se trata de uma revolução que todos buscavam, mas os fiascos nem saiam dos estúdios. Até 1926, quando a Warner Brothers conseguiu criar o Vitaphone (um sistema que para nós seria piada chamar de revolucionário, porque não passava de uma gravação de som em disco). Confesso que nem sabia dessa parte, deve ter ficado num alvoroço interno de Hollywood pela descoberta. O que o povão conheceu mesmo foi o revolucionário The Jazz Singer (um pedaço no maravilhoso you tube. Ninguém cita, mas como você pode perceber, é um branco pintado de negro... ê, segregação... ¬¬". Mas, sejamos justos: o Al Johnson, o ator, era pró-negros. Além da escolha do estúdio, não há racismo no papel). E não me pergunte porque que a imagem tem um logo da MGM) , do mesmo estúdio, em 1927. O filme era um musical (!!!), com diálogo, tudo sincronizado, embora com partes totalmente mudas. O The Lights of New York, também da Warner, em 1928, é que seria completamente sincronizado, som e imagem, do ínicio ao fim.
Antes de falar de evoluções, fins e "mundo à fora", vamos sair da fantasia.
O filme falado não era uma unânimidade de gostos. Uma linda ironia é uma declaração de - advinhe? - um dos "Bros" Warner, o Harry, em que ele disse, em 1927: "Who the hell wants to hear actors talk?" (Quem diabos quer ouvir os atores falarem?). Não sei qual é o contexto dessa frase exatamente, mas pela data e o seu conteúdo, podemos pensar: Nem todos os Warner queriam o cinema falado e havia uma repulsa por ouvir diálogos.
Não sei se essa repulsa do Harry era a mesma que é retratada em Dançando na Chuva (aliás, dica: veja este filme! Ele não é sobre um homem que gosta de dançar na chuva, ele é sobre atores e produtores de cinema mudo que tentam se adaptar ao cinema falado, não sem antes muita resistência). No filme, o pessoal que não queria fazer cinema falado dizia que o cinema perdia sua essência com os atores falando. O cara não disseca uma tese sobre isso, mas creio que, realmente, o cinema como eles conheciam perderia um pouco da sua essência, porque recursos que se usam no mudo, ficariam ridículos no falado (especialmente de roteiro e jogo de câmera); maneiras de se retratar no mudo, não precisam ser usadas no falado; e, claro, o que se é usado no falado não se pode usar no mudo (dã).Coisas imbecis, como closes exagerados no rosto, no mudo; uma ligação muito maior do cinema mudo com o teatro, que se usa de uma atuação mais espalhafatosa e corporal ( oque gera uma inadaptação de alguns atores ao cinema falado...); e talvez rolasse um senso de ridículo por gravar a atuação em voz (algo difícil da gente pensar, mas que talvez para eles, acostumados ao ar fotográfico do cinema, fosse uma consideração plausível)...
Bom, o fato é que existia um pessoal "xiita" que não queria o cinema falado. Ele acabaria com cinema como eles conheciam, e eles não queriam isso. Pena para eles, porque o cinema como eles conheciam realmente acabou.
E foi rápido! Tirando dois filmes de Chaplin posteriormente, Hollywood viu seu último filme mudo, O Beijo, lançado pela MGM com Greta Garbo no elenco, em 1929!
Para o resto do mundo (leia-se, praticamente, Europa), o processo foi mais lento, devido ao caos econômico não só ainda da recupeção da Primeira Guerra, como pelo maldito Crash de 29, que, surpreendentemente, teve menos efeitos em Hollywood do que se imagina. Hollywood já estava num ponto que era praticamente auto-sustentável. Seus filmes davam o dinheiro para fazer outros filmes... Isso em pouco mais de dez anos, heim!
E 29 foi um grande ano para o cinema. Não só porque bons filmes falados pipocavam, mas
porque é o ano de criação do Oscar, a primeiro e até hoje a mais famosa premiação do cinema. A primeira premiação foi totalmente diferente do que conhecemos hoje. Os vencedores já haviam sido divulgados há meses, a cerimônia foi uma banquete com 250 pessoas, em que se podia comprar um ingresso por 5 dólares, eram 12 categorias, com MUITOS prêmios especiais e critérios diferentes de escolha, como, por exemplo para melhor ator, em que se analisava a obra do ator durante o ano, e não sua atuação em um filme. Além disso, o júri eram cinco figurões de Hollywood, não a" festa democrática" atual, em que todos que foram indicados uma vez tem direito ao voto para sempre. O cinema mudo, obviamente, só levou prêmios nesse primeiro ano, já que depois se parou de produzí-lo.Ter cinema falado causou um vício em Hollywood: as produções musicais, especialmente ligadas a comédia. O pensamento era meio "eba! Agora temos som! Vamos explorar ao máximo!". E exploraram, até demais. Me arrisco a dizer que mais da metade dos filmes que sairam na década de 30 eram musicais, ou tinham algo de musical. Dança, música, belas vozes, belos rostos... Era uma fórmula que provavelmente agradava o público. E como música sempre é uma coisa que marca, se for boa, acredito que o "merchan" deu muito certo por um tempo, mas devem ter encontrado um pouco da sua decadência na repetição da fórmula e no combate de outros filmes que investiam muito na qualidade de seu roteiro, o que deve ter atraído o público e jogado seu interesse pelos musicais para escanteio.
Obviamente que os musicais não eram as únicas produções. Hollywood estava entusiasmada em produzir filmes históricos (cof.. cof... EUA, História, distorção... cof, cof...), biblícos, de gangster, ficção científica/ terror, romance, western... Tudo, para todos os gostos. Nem sempre com qualidade.
Falando em qualidade, ao mesmo tempo que Hollywood produzia filmes aos montes em seus grandes estúdios, o lado B também estava em plena ativa lá. O povo que não tinha contato com ninguém, ou não tinha um rostinho ou uma voz bonita, ou não estava afim de ultrapassar barreiras éticas e morais para conseguir o que quisesse, ficava na periferia da produção, com seus estúdios fundo-de-garagem, geralmente montando filmes com a qualidade dos filmes escolares que se faz atualmente (ou pior...rs...).
Hoje em dia, é claro, ainda há um lado B em Hollywood. Que na verdade tem duas vertentes: os filmes independentes produzidos, geralmente, por empresas de atores/diretores de sucesso, que costumam fazer ótimos filmes. E o lado B do B, que tem raiz nesses da década de 30/40, mas que só ficaram com a produção pornô como um investimento para poder pagar as contas no fim do mês (e também por um gosto, para a maioria dos que produzem esse material trash).
Bom, para a próxima parte fica o cinema em cores, a época de ouro de Hollywood e sua decadência.
Curiosidades:
- Meu querido Hitchcock produziu o primeiro filme inglês falado, Blackmail.
- O nome "Oscar" para o prêmio da Acadêmia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos (ainda bem que tem um nome menor! Ufa! Se bem que os americanos chamam de "Academy awards" algumas vezes, o que é válido também), especula-se, tem duas origens: uma viria de um comentário da secretária-executiva da instituição, Margareth Herrick, de que o prêmio se pareceria com seu Tio Oscar, que teria sido ouvida por um jornalista, que a publicou, e a piada deve ter pego. A outra possibilidade teria vindo de Bette Davis, que chamava o prêmio assim porque lembrava seu primeiro marido.
- O Oscar é feito de estanho, banhado a ouro de 16 quilates. Não custa tanto quanto pode se pensar, cerca de uns 200 dólares, mas o valor simbólico faz o "valor agregado" ir lá para cima... Para se ter uma idéia, em 1993, o prêmio de melhor atriz de Vivien Leigh (ela nasceu na Índia, sabia? Me espantei!) por seu papel em ...E o Vento Levou foi leiloado por 562 mil dólares. Fico imaginando um leilão, daqui há uns 50 anos, do prêmio da Meryl Streep por A escolha de Sofia... Quanto será que daria? Se eu fosse rica e frívola, pagava quantos milhões pudesse.
- O Oscar sempre foi cavaleiro careca, semi-nu, coberto com pudor apenas por uma espada. Mas o seu material, durante a segunda guerra, foi alterado brevemente por gesso banhado a ouro, numa política de economia de metais promovida pelo governo americano em nome da sustentação bélica. Quem recebeu o prêmio de gesso pôde trocar pelo bonitinho de estanho e ouro no pós-guerra.
- A gälere européia, no meio de seus problemas, fazia mais filmes políticos durante a década de 30. Na França, contra o nazismo. Na Alemanha, para promover o nazismo. Na Itália, para promover o fascismo (ao menos os divulgados). Na Rússia, para promover o comunismo... Na Inglaterra, a coisa era mais heterogênea, com uma influência hollywoodiana, mas muito voltados a fimes sociais.
- E, quanto a nós... Engatinhando com nossos ricos e progressista empresários... E sendo abocanhados culturalmente pela política de Boa Vizinhança americana. Nossa cinema só evolue mais para frente, embora a exportação da Carmem Miranda date dessa época.
- O site do Oscar tem uma galeria com posters da premiação. Eu sei que é aleatório, mas eu achei fascinante, apesar de não ter todos.
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Uma Leve História do Cinema - Parte I
Exageros à parte, tenho mais um post sobre a sétima arte para vocês.
Mas dessa vez, eu vou brincar com duas coisas que mal gosto: cinema e história. E será uma série, em que eu prevejo 4 posts, incluindo esse aqui.
Informação cultural de "forma informal" ;-D
Não vai ser um simples copia-e-cola do wikipédia. Resumirei o que tem lá, acrescentarei coisas que eu sei e darei minha opinião.
O Cinema só pôde ser criado com a inveção da fotografia, claro, como vcs devem saber. A verdade é que o cinema não passa de várias fotos por segundo (24, no padrão atual, o suficiente para nossos olhos não perceberem), sequenciadas, como a gente costuma ver na produção de desenhos. Graças a wikipédia, descobri a data clara, que eu só sabia pertencer ao final do século XIX para o primeiro cinematógrafo: 1885. Na verdade, a data é um regis
tro da primeira projeção pública (e paga) dos irmãos franceses Lumière (imagem ao lado), seus inventores. Eram 10 filmecos de 40, 50 segundos cada, com cenas do dia-a-dia.O primeiro passo do cinema foi esse: documentários, registros do dia-a-dia, como faziam as fotos, só que em movimento. Material científico, segundo os Lumière.
Algo que eu não sabia e li no wiki é que já havia outros projetores (ele cita de uns alemães e o Thomas Edison, que, claro, os americanos consideram como o verdadeiro inventor), mas aparentemente sempre há na história das invenções protótipos anteriores aos que fizeram sucesso e serviram de base às tecnologias desenvolvidas... Telefone, avião etc foram assim também...
George Méliès, um mágico ilusionista francês, quando demonstrou seu interesse em comprar um dos cinematógrafos para usar como entretenimento foi avisado pelos Lumière de que não daria certo. Mas Méliès sabia o que estava fazendo, e foi o primeiro a fazer ficção com os filmes, introduzindo efeitos especiais, usando edição (O video mais antigo que encontrei é esse de 1899. Assistam também esse, que é o mais prestigiado - e incrivelmente simples e encantador: imagine magos cinematográficos em 1902 (tem uma narração em francês que não descobri se é original. Se for, ela era dita ao vivo). Gente, Youtube é a maravilha da comunicação do sec XXI).
A onda de fazer filmes como Méliès se espalhou por toda Europa e EUA.
Estamos falando aqui dos primórdios das técnicas cinematográficas para transmitir emoções e sensações mesmo sem dizer nada. Jogo de luz, a brincadeira do contraste entre preto e branco, ângulo da câmera, movimento de câmera, expressão dos atores (exageradas para o conceito atual, mas mais contidas do que a do teato), cenários completos, a trilha sonora clássica que acompanhava praticamente o filme inteiro (lembrando que no começo era tocada ao vivo, tornando a ida ao cinema um divertimento dois-em-um), o modo como os escritos apareciam na tela... Tudo era planejado, tudo dava trabalho, tudo compunha a arte.
(A primeira parte do filme mais famoso e marcante de Griffith, Intolerance, pode ser vista a aqui. São cinco. Não vi direito, mas, pelo que entendi no wikipédia, é racista. Abafa e aprecie só a arte da direção).
O poder do cinema americano só se destacou depois da primeira guerra mundial, quando França e Itália, as maiores produtoras de então, estavam arrasadas. Houve particular aumento de produção quando os cineasta e empresários descobriram que uma certa região no oeste americano, Hollywood, tinha impostos muito mais aprazíveis dos que os de Nova York, um clima favorável de poucas chuvas e largo espaço para locações. Sob estas condições, desenvolveu-se o cinema dos grandes estúdios por lá. Estúdios em geral fundados por ricos judeus, e que duram até hoje e continuam no (e praticamente são os que compoem o) ranking dos mais conceituados, como a 20th Century Fox, a Paramount, a Universal, a Warner e a MGM.
No próximo post falarei da revolução do cinema falado. Por enquanto, só digo que, na Europa, o conceito de arte para o cinema foi mais explorado, como o impressionismo francês (não está claro no wiki, mas creio que brinca com formas não-fiéis a realidade no cenário, e talvez nas próprias imagens que dão forma ao filme, bem como um jogo de luz e movimentos próprios do estilo) , o expressionismo alemão (com seus cenários e personagens distorcidos, fortes maquiagens, uso de recursos de luz e de tom da fotografia etc... Aliás, esse influenciou muito os filmes de terror e suspense hollywoodianos, segundo o wiki) e o surrealismo espanhol (situações e roteiros amalucados, meio nonsense). Em Hollywood, o contexto de grandes estúdios que competiam entre si deu à "Meca do Cinema" uma característica de fábrica de filmes e estrelas, e o início daquele glamour mítico que até hoje persiste, embora banalizado.

Curiosidades:
- O filme australiano A História de Kelly Gang, de 1906, é considerado o primeiro longa metragem, com 70 min. Geralmente os filmes tinham de 10 a 15 min até aquela época.
- Um documentário em inglês feito pela TCM sobre cinema mudo e história do cinema: Partes: um, dois, três, quatro e cinco (Deêm uma olhada nos documentários relacionados também, parecem muito interessantes).
- David Griffith era ligado a Ku Klux Klan.
- A MGM se formou de dois estúdios: de Samuel Goldwyn e Louis Meyer.
- Em Life of an American Fireman, de 1903, o cameraman de Thomas Edison, Edwin Porter foi o primeiro a unir duas imagens que ocorrem ao mesmo tempo, a visão de dois personagens sobre a mesma cena, provavelmente uma seguida da outra no produto final, mas com duas cameras gravando a mesma, porque...
-... É a The Great Train Robbery, um western, que o wiki atribui a origem da técnica do cross-cutting, que é a aparição, uma sobre posta a outra, de duas imagens ao mesmo, as montagens.
domingo, 5 de outubro de 2008
Les Chansons D'amour

Venho aqui, dizer.
VEJAM LES CHANSONS D'AMOUR.
Tá, eu realmente sou suspeito pra falar sobre, afinal, é um musical francês.
Por sinal, quero deixar claro que os musicais franceses, pelo menos esse, são diferentes dos estadunidenses. Os atores não abrem a boca ogramente, cantando mesmo, é como se eles estivessem falando a música (não é rap). Você até estranha no começo, porque parece artificial, depois não mais.
Mas

o
filme
é
muito
bom.
Para aqueles que odeiam a hipocrisia presente nos filmes pseudo-polêmicos, e querem algo real, les chansons d'amour é o filme. E para os que não querem, continua sendo o filme. Até o pântano cinematográfico, vejam, vejam, vejam.
Enfim, vou falar da história.
MENTIRA.
Nada de história, eu vou estragar. Nada de sinopse.
Só é bom saberem que o filme é simples. Nada de efeitos especiais gigantescos, nada de filmagens compulsivas e rápidas, nada de milhões de dólares gastos. É uma produção simples, mas claro, profissional, e com atuações primorosas (de, provavelmente, nenhum ator que vocês conheçam).
E tem uma menina chamada Alice, que é muuuuuito legal!
Porque todas as Alices são legais! (Por isso, minha filha será Alice)
As músicas são todas tipicamente francesas, sempre com um violão levando a música, suaves do começo ao fim, tratando metaforicamente dos temas e sempre, sempre, falando de paris.
Mas, o que é mais importante no filme: ele fala de amor. Ele simplesmente ignora o quanto alguns dos temas retratados são polêmicos na sociedade, e parte para falar sobre amor.
Sempre. sobre. amor.
Sobre seres humanos.
Sobre do que o mundo é feito.
Amor. Seres humanos.

1.(esse texto foi escrito sem medo de não ter nexo entre as idéias, afinal, eu queria retratar minha fascinação pela obra, apenas retratar minha fascinação)
2.(ninguém desse blog pode ver esse filme. Eu tenho ele, vamos ver todos juntos.)
domingo, 28 de setembro de 2008
Agora seus nãnãnãs e shururus são o suficiente
"Não sei :/ só lembro do refrão que era tipo tã-nã-nã-nã-nã-nã-nã-nã-nã aaaah"
"Tá, isso eu também lembro. Mas preciso do nome, ou de um trecho da música pra colocar no site de busca x__x"
Se você já passou por uma situação parecida com essa, de só lembrar a melodia da música e se sentir impotente porque só isso não é o suficiente, seus dias de angústia interna chegaram ao fim. Já inventaram um buscador que você de fato pode cantarolar, assoviar ou emitir sons ancestrais para realizar sua busca.
Eu testei com algumas músicas e funcionou em todos os casos. 
Segue abaixo um fragmento da reportagem:
O MiDoMi é um buscador de músicas que funciona de uma forma inovadora e nada convencional: Ele busca as músicas pelo reconhecimento da voz, ou seja, você cantarola um pedaço de música, assovia ou murmura e o site analisa a melodia e traz a música procurada (Você também pode pode buscar pelos meios tradicionais, digitando).
Como ele faz isso afinal? Aí que entra a web 2.0 e as Redes Sociais misturadas é claro ao reconhecimento de padrões.
A música cantarolada é reconhecida pela melodia através de uma base de gravações (feitas pelos próprios usuários) e das músicas dos artistas. A cada gravação realizada a base de busca aumenta. Quanto maior o número de gravações (feitas por nós) de uma determinada música, maior a quantidade de variações de tons, dissonâncias vocais, ritmos e melodias que o sistema tem a mão para fazer o reconhecimento com a gravação buscada, permitindo assim uma acuracidade nos resultados.
Para a matéria completa, clique -aqui-.
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Um sapo e outras coisinhas
8D
Achei ele aqui. O site é obra de Adam Bowman, um programador freelancer. Lá você encontrará diversas coisinhas que se movem e interativas pra se colocar no blog, myspace, facebook, orkut ou whatever. Vale uma visita :]
E não vale colocar os peixinhos.
Eles já são meus. u___ù Fikdik
terça-feira, 16 de setembro de 2008
Como chocar um assaltante
Humor não lá muito bom. Filme de sessão da tarde no cinema. "Ainda bem que foi 3 reais!". Frio de uma única camisa de manga comprida em um clima de 15ºC. Silêncio.
Num estado nem um pouco confortável espiritual e físico, eu estava voltando pra casa por umas ruas meio sinistras porque queria chegar logo em casa. Nem eram tão sinistras assim, mas tinham ruas, digamos, mais iluminadas, com um trajeto mais longo.
Eu costumo ser meio "sem-noção", segundo dizem. Não definiria por sem-noção. Eu ando em ruas escuras, sozinha, e sei muito bem que é perigoso. Mas a possibilidade de algo acontecer é tão certa quanto a de qualquer hora ou lugar. Pode acontecer quando for. Portanto, eu não deixo de fazer as coisas, e não sinto medo. É meio: Se acontecer, aconteceu.
No entanto, estranhamente, neste dia eu estava um pouco mais tensa. Eu tenho um bom instinto. E quando ele apita, é para eu me alarmar de verdade.
Eu olhava de um lado para o outro. Cada pessoa que passava era uma contração muscular. Cada olhada no meu rosto era uma análise.
Veio o moço da bicicleta. Deu aquela viradinha pra me olhar, com um sorriso que naquelas circunstâncias era bem assustador. Tensão. Depois ele deu outra viradinha e disse "Boa Noite". Não respondi, abaixei o rosto. Ele insistiu "Boa Noite!". E continuou me encarando. Eu já estava vendo a hora que ele ia virar aquela bicicleta e ir em minha direção ao invés de seguir em frente. Ele tentou mais um Boa Noite, que eu respondi fracamente, para ver se ele parava. Ele deu outro. Mas continuou andando em frente.
Ele já estava há uns 50 metros de mim e ainda me encarava, como se eu fosse algo muito curioso, ou chamativo, aquele sorrisinho terrível que minha mente amedrontada interpretava como um vou-te-estuprar debochado. "Ele vai virar, está fazendo algo para despistar".
Passou um tempo e ele não fez nada. Sumiu.
Logo depois, enxerguei um senhor sentado na mureta do canal 4. Cara de zangado, de infortúnios da vida. Cabelos grisalhos. Magro, segurando o que parecia um casaco laranja enrolado.
Eu terminei de virar a esquina, ele se levantou. Apertei o passo. Ele parecia andar tranquilamente, sem querer nada. Eu continuei com o passo apressado, olhando levemente para trás. Até uma hora que eu dei uma diminuída no ritmo, e quando olhei para trás só para olhar ao redor, ele estava a menos de 10 metros e dizia coisas, com a mão na frente da cintura, uma parte por baixo da calça. Não deu tempo de ver se ele tinha uma arma ou não, virei para frente rapidamente, por instinto.
Identifiquei, então, algumas coisas que ele dizia: "Passa o celular, madame! Sem barulho!" (detalhe: meu celular tava na mochila). Eu, maquinalmente, virei minha mochila para frente, e ergui minha cabeça. Não tremi, não me assustei, não gritei. Fiquei mais tensa, mas algo em mim dizia que aquilo não era para se preocupar.
Após mudar a posição da minha mochila, ouvi-o dizendo: "é com você 'memo', acha que eu to brincando? Tenho uma arma aqui!".
Não sei o que me deu. Simplesmente não acreditei. E a menção da arma não colou, por mais convicto que ele parecesse. Mas a dúvida se era ou não verdade surgiu brevemente, e eu, loucamente, talvez, pensei: "Bom, se for verdade, você vai ter que atirar".
O canal 4 é mais escuro que o 5, e estava bem silencioso. Mas ainda tinham carros passando. E na hora da ameaça passaram uns dois. E eu estava a uns 50 metros de uma pizzaria que ainda estava aberta. Eu tinha apressado o passo, claro. E também passava um senhorzinho com uma cara simpática na direção oposta. Eu dei Boa Noite para ele como se nada estivesse acontecendo, um sorriso tranquilo. Não sei muito o porquê eu fiz isso, mas acho que foi para desafiar o assaltante. Nem sei se ele ainda me seguia. Depois que virei a mochila, não olhei mais para ele. Tive até a impressão que talvez ele tenha parado onde ele me ameaçou.
Quando eu cheguei na pizzaria, é que eu olhei para trás. Não vi o assaltante. E também não vi o senhorzinho. Fiquei preocupada com ele. Será que eu devia ter avisado? Sinceramente, ele não parecia ter pertences. Estava de mãos vazias, parecia hippie, um cabelão preto obviamente pintado, bigode Sadam, roupas largas. Parecia pior financeiramente que o assaltante.
Mas a minha mente estava fechada. Para não pensar em nada. Passei pelos motoboys e o segurança da pizzarria, que conversavem, dei um olá como se tudo estivesse bem e segui.
A umas 3 quadras da minha casa, comecei a rir da minha 'loucura'. Acho que choquei o assaltante.
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
O que um dia de Youtube traz
Eu não queria exatamente por isso no meu orkut, mas provavelmente depois desse post vou pôr. Meu passeio pelo Youtube hoje me rendeu essa pérola dos Nintendo-nerds:
http://www.youtube.com/watch?v=xGE34VAqYTk
Ele rendeu também algo mais produtivo... Quero dizer... Depois a gente faz um bate-papo sobre o que significa produtivo, mas para os fãs de Meryl Streep, a lenda viva da atuação cinematográfica, certamente esses vídeos são delícias gasosas (sinto por necessitar de um pouco de inglês, não têm legenda):http://www.youtube.com/watch?v=trHXGX9IF5E -> Tia Meryl na Ellen. Atenção para a parte final, dos acentos.
http://www.youtube.com/watch?v=trHXGX9IF5E -> Homenagem muito hilária e tocante de Jim Carrey, com a presença da diva, pois ela estava recebendo o prêmio do American Film Institute, que é um prêmio em honra à vida de trabalho do povo do cinema americano.
http://www.youtube.com/watch?v=D4j4yq4YlYs&feature=related -> O discurso dela nesse mesmo prêmio. Emotiva e engraçada. Adorável.
http://www.youtube.com/watch?v=9Qh6qNxJIMA -> Dando uma entrevista após Mamma Mia. Muito modesta e fofa =)
http://www.youtube.com/watch?v=x6aNSHLg18Y&NR=1 -> A coisa mais Random ever. Quando Meryl nem sonhava que receberia 14 indicações ao Oscar (não que ela pareça que um dia teria imaginado isso...), numa entrevista sobre um show dos Beatles. Ela não fala nada, mas é vista claramente à esquerda. Cada pérola...
http://www.youtube.com/watch?v=PO1k01aOAt8 -> Lindo discurso sobre as mulheres no Afeganistão (ou melhor, a situação da mulher em geral, se você quiser). Não consegui descobrir se foi, mas depois de ter visto algumas entrevistas e discursos, eu poderia apostar que foi ela mesma que escreveu.
http://www.youtube.com/watch?v=-80Wzhs0CtQ -> Entrevista de 1998 sobre como ela se tornou atriz. Tem 4 partes. Essa, obviamente, é a primeira.
http://www.youtube.com/watch?v=HD1X4746dok&NR=1 -> Entrevista que, basicamente, fala como foi a sensação de interpretar Miranda, de O Diabo veste Prada. "It wasn't that much fun to play.. because.. for a naturally nice girl like me..." (Não foi tão divertido interpretá-la... porque.. para uma menina natualmente legal como eu...). =D
terça-feira, 9 de setembro de 2008
A origem da Palvara divina
O mito da criação do universo e do homem, ensinado pelo mestre iniciador do Komo (que é sempre um ferreiro) aos jovens circuncidados, revela-nos que quando Maa ngala sentiu falta do interlocutor, criou o Primeiro Homem: Maa.
Antigamente a história da gênese costumava ser ensinada durante os 63 dias de retiro imposto aos circundados aos 21 anos de idade; em seguida, passavam mais 21 anos estudando-a cada vez mais profundamente.
Na orla do bosque sagrado, ind Komo vivia, o primeiro circundado entoava ritmadamente as seguintes palavras:
'Maa Ngala! Maa Ngala!
Quem é Maa Ngala?
Onde estpa Maa Ngala?'
O chantre do Komo respondia:
'Maa ngala é a Força infinita.
Ninguém pode situá-lo no tempo e no espaço.
Ele é Dombali (Incognoscível)
Dambali (Incriado, Infinito)'
Então, após a iniciação, começava a narração da gênese primordial:
'Não havia nada, senão um Ser,
Este Ser era um Vazio vivo,
a incubar potencialmente as existências possíveis.
O Seu-Um chamou-se de Maa Ngala.
Então ele criou 'Fan',
Um Ovo maravilhoso com nove divisões.
No qual introduziu os nove estados fundamentais da existência.
Quando o Ovo primordial chocou, dele nasceram vinte seres fabulosos que constituíram a totalidade do universo, a soma total das forças existentes do conhecimento possível.
Ms, ai!, nenhuma dessas vinte primeiras criaturas revelou-se apta a tornar-se o interlocutor (kuma-nyon) que Maa Ngala havia desejado para si.
Assim, ele tomou de uma parcela de cda uma dessas vinte criaturas existentes e misturou-as; então, insuflando na mistura uma centelha de seu próprio hálito ígneo, criou um novo Ser, o Homem, a quem deu uma parte de seu próprio nome: Maa. E assim esse novo ser, através de seu nome e da centelha divina nele introduzida, continha algo do próprio Maa Ngala'.
Síntese de tudo o que existe, receptáculo por excelência da Força suprema e confluência de todas as forças existentes, Maa, o Homem, receu de herança uma parte do poder criador divino, o dom da Mente e da Palvara.
Maa Ngala ensinou a Maa, seu interlocutor, as leis segundo as quais todos os elemntos do cosmo foram formados e continuam a existir. Ele o intitulou guardião do Universo e o encarregou de zelar pela conservação da Harmonia universal. Por isso é penoso ser Maa.
Iniciado por seu criador, mais tarde Maa transmitiu a seus descendentes tudo o que havia aprendido, e esse foi o início da rande cadeia de transmissão oral iniciatória da qual a ordem do Komo (como as ordens do Nama, do Kore, etc, e no Mali) diz-se continuadora.
Tendo Maa Ngala criado seu interlocutor, Maa falava com ele e, ao mesmo tempo, dotava-o da capacidade de responder. Teve início o diálogo entre maa Ngala, criador de todas as coisas, e Maa, simbiose de todas as coisas.
Como provinham de Maa Ngala para o homem, as palvras eram divinas porque ainda não haviam entrado em contato com a materialidade. Após o contato com a corporeidade, perderam um pouco a sua divindade, mas se carregaram de sacralidade. Assim, sacralizada pela Palavra divina, por sua vez a corporeidade emitiu sagradas que estabeleceram a comunicação com Maa Ngala.
A tradição africana, portanto, concebe a fala como um dom de Deus. Ela é ao mesmo tempo divina no sentido descendente e sagrada no sentido ascendente [...]"
Bá, A. Hampaté. A tradição viva, in História Geral da África, volume I. Editora Ática - pela Unesco. p. 183-185.
Um pouco de cultura/mitologia africana para vocês. Atenção para o último parágrafo. O trato com a palavra é um culto sagrado. A escolha das palavras, o modo como elas são pronunciadas, o que elas querem dizer, como elas foram proferidas e a veradicadade delas, dentro daquilo que eles acreditavam, é de uma intensidade quase irreal, um contraste alucinante com a sociedade Ocidental-européia. Palmas para África. E lágrimas para a destruição de culturas que tinham muito a ensinar.
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
Quando as garotas assumem o comando
Segue:
Os primatologistas estão acostumados a observar grupos de macacos cujo líder é sempre um macho, mas, de vez em quando, lá está uma fêmea no posto mais alto da hierarquia. Mas de que forma e em quais circunstâncias elas conquistam tal status? É o que muitos pesquisadores desejavam saber. Estudo recente publicado na revista PLoS One, oferece um explicação curiosa para o fenômeno.
Usando um modelo virtual que simula a interação entre primatas, cientistas da Universidade de Groninger, Holanda, observaram que a fêmea assume o poder quando há excesso de machos no grupo, o que geralmente resulta em baderna, isto é, em freqüentes disputas para alcançar a liderança. Com os dados obtidos na simulação, os cientistas foram a campo testar a hipótese, confirmando-a em grupos de lêmures, de diversas espécies de sagüis e até de bonobos (os primatas que mais se parecem com o ser humano).
Obviamente, a fêmea que planeja ser líder tem de encarar um combate com o macho dominante do momento, tendo a desvantagem de ser fisicamente mais frágil. No entanto, a tarefa fica mais fácil porque, aparentemente, o clima beligerante no grupo deixa o líder macho cansado de tantas lutas e eventualmente ferido, o que aumenta as chances de vitória da candidata. Segundo os autores, esse mecanismo parece ser uma forma de evitar a autodestruição do grupo. Eles acreditam ainda que uma dinâmica semelhante possa ocorrer também entre seres humanos.
*Fim da reportagem*
Seguindo o que está em negrito, eu pensei: Ou seja, "nóis" é foda, e a Mulher-Maravilha é mais verossímil que o Super-Homem.
Além disso, se a mulher é muito mais eficiente (*feminismo mode on*) para uma ação auto-sustentável, em geral (não vamos esquecer das Thatcher da vida), e disso a gente não precisava de uma pesquisa para constatar, será que é tão difícil ouvir a sensibilidade feminina antes de chegar ao ar agressivo de sempre (me refiro à tudo)?
Só para expressar meu devaneio.
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
diálogo final
Diálogo Final
- É tudo que tem a me dizer? - perguntou ele.
- É - respondeu ela.
- Você disse tão pouco.
- Disse o que tinha para dizer.
- Sempre se pode dizer mais uma coisa.
- Que coisa?
- Sei lá. Alguma coisa.
- Você queria que eu repetisse?
- Não. Queria outra coisa.
- Que coisa é outra coisa?
- Não sei. Você que devia saber.
- Por que eu devia saber o que você não sabe?
- Qualquer pessoa sabe mais alguma coisa que outro não sabe.
- Eu só sei o que eu sei.
- Então não vai mesmo me dizer mais nada?
- Mais nada.
- Se você quisesse...
- Quisesse o quê?
- Dizer o que você não tem para me dizer. Dizer o que não sabe, o que eu queria ouvir de você. Em amor é o que há de mais importante: o que a gente não sabe.
- Mas tudo acabou entre nós.
- Pois isso é o mais importante de tudo: o que acabou. Você não me diz mais nada sobre o que acabou? Seria uma forma de continuarmos.
domingo, 24 de agosto de 2008
diálogo de todo dia
E cá entre nós, Carlos Drummond de Andrade sempre merece aplausos.
Diálogo de todo dia
- Alô, quem fala?
- Ninguém. Quem fala é você que está perguntando quem fala.
- Mas eu preciso saber com quem estou falando.
- E eu preciso saber antes a quem estou respondendo.
- Assim não dá. Me faz o obséquio de dizer quem fala?
- Todo mundo fala, meu amigo, desde que não seja mudo.
- Isso eu sei, não precisava me dizer como novidade. Eu queia saber é quem está no aparelho.
- Ahh, sim. No aparelho não está ninguém.
- Como não está, se você está me respondendo?
- Eu estou fora do aparelho. Dentro do aparelho não cabe ninguém.
- Engraçadinho. Então, quem está fora do aparelho?
- Agora melhorou. Estou eu, para servi-lo.
- Não parece. Se fosse para me servir, já teria dito quem está falando.
- Bem, nós dois estamos falando. Eu de cá, você de lá. E um não conhece o outro.
- Se eu conhecesse não estaria perguntando.
- Você é muito perguntador. Note que eu não lhe perguntei nada.
- Nem tinha que perguntar. Pois se fui eu que telefonei.
- Não perguntei nem vou perguntar. Não estou interessado em conhecer outras pessoas.
- Mas podia estar interessado pelo menos em responder a quem telefonou.
- Estou respondendo.
- Pela última vez, cavalheiro, e em nome de Deus: quem fala?
- Pela última vez, e em nome da segurança, por que eu sou obrigado a dar esta informação a um desconhecido?
- Bolas!
- Bolas digo eu. Bolas e carambolas. Por acaso você não pode dizer com quem deseja falar, para eu lhe responder se esssa pessoa está ou não aqui, mora ou não mora nesse endereço? Vamos, diga de uma vez por todas: com quem deseja falar?
Silêncio.
- Vamos, diga: com quem deseja falar?
- Desculpe, a confusão é tanta que nem eu sei mais. Esqueci. Chau.
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Janela Indiscreta (Rear Window)

Se seus pais são daqueles que gostam de filmes antigos, de sua época de infância, ou por aí, você provavelmente já ouvir falar de Alfred Hitchcock. Caso contrário, existe uma chance de 90% que você, ao menos, tenha visto a famosa cena de "Psicose" da sombra de faca na banheira, com sua música que virou clássico das simulações de assassinato, ou mesmo os pássaros alucinados vindo do horizonte do mar para atacar a cidade, em "Os Passáros". Esse é Alfred Hitchcock.
Janela Indiscreta, de 1954, também faz parte da lista de grandes filmes do tido mestre do suspense.
E anteontem, eu descobri o porquê.
Estrelado por James Stewart (Jeff) e a belíssima Grace Kelly (Lisa, ao lado) (talvez você nunca tenha ouvido esses nomes. Aqui em casa, particularmente, esses nomes das antigas estrelas de Hollywood são ditos com grande entusiasmo e, às vezes deve-se notar, com um certo endeusamento. Bom, no
caso dos dois, é bem justificável. Pelo menos ao ver esse filme), o filme já se mostra prova pura de arte logo no começo. Claro, não dá para ver o filme com desleixo se você sabe que é um dos grandes filmes da década de 50, ainda na época de ouro de Hollywood, portanto, é o ideal é você brincar de crítico. Analisar cada postura, cada tomada.O começo, para um desinteressado, é apenas um monte de letreiros, com vários nomes, e aquelas músicas instrumentais antigas da Paramount e cia. Mas enquanto você finge que olha as letras, o fundo vai abrindo as cortinas da janela de Jeff, anunciando que o filme realmente tem a ver com janela -e muito - e que, lentamente, assim como o filme está começando, aqui está começando a trama.
E não são só as cortinas que vão se levantando que merecem ser notadas. Os prédios à fora, com cada vizinho, em algumas janelas, em seus afazeres e seu cotidiano, tão comuns, tão simples, são um toque especial.
Para familiarizar com a história: Jeff é um fotográfo desses aventureiros que acabou quebrando a perna ao se enfiar no meio de uma pista de corrida para tirar uma foto espetacular. Ele tem de ficar por sete semanas de repouso, e acaba criando o enxerido passatempo de observar seus vizinhos pela janela.
O casal que dorme na varanda, a dançarina que ensaia com poucas roupas e as janelas escancaradas, uma quarentona que vive sozinha e simulando encontros em seu apartamento, ganhando o triste apelido por parte de Jeff de Sra. Coração Solitário, o casal cuja mulher é inválida e reclamona, os recém-casados que estão muito animados com o seu... hum.. relacionamento à dois ativo, o talentoso compositor frustado (Inclusive, a primeira cena de apresentação do compositor, na qual aparece um gordinho consertando seu relógio tem uma das marcas do filmes de Alfred: ele mesmo aparecendo, fazendo uma ponta, ele, o gordinho)... Jeff vai acompanhando com uma certa obsessão a vida dessas pessoas, a ponto de virar madrugadas observando-a
s.Numa dessas, ele vê um dos seus vizinhos agindo estranhamente e percebe depois que a mulher dele some. Ele se engaja a tentar descobrir se o homem a matou, ou melhor dizendo, tenta achar provas para confirmar isso, porque ele e sua noiva (Lisa) estão mais que convictos que ele a matoue não há nada que o seu amigo detetive diga que os faça pensar o contrário.
O mais incrível do filme, na verdade, o que mais me chamou atenção, foi o roteiro. Quer dizer, sinceramente, a qualidade dos roteiros dos filmes antigos, numa questão de porcentagem de filmes produzidos para roteiros bons, é muito superior aos filmes que vemos agora. São inteligentes, são feitos de diálogos refinados, são verdadeiras artes. Os filmes antigos se destacam pela dedicação em fazer roteiros que, por mais que a história soe simples, valem a pena de serem apreciados. A época de ouro de Hollywood está ligada à isso: bons roteiros, bons atores, bons diretores. Tudo é tratado como arte.
Os diretores não fazem qualquer tomada, é possível reconhecer cada um pelo tipo de filmagem que se faz. Isso não está mais tão comum (salvo os Tim Burtons da vida).
Esse é outro ponto alto de "Janela Indiscreta" que na verdade é um ponto próprio do Hitchcock: a direção. Os suspenses de Hitckcock levam você a ficar tão curioso quanto o personagem, ou te dão uma ansiedade e uma expectativa sobre o que está acontecendo que parece que você está ali, dentro do filme. É uma sensação que eu tive e que ao ler sobre o filme e Hitchcock, descobri mais ou menos como é feita: nosso caro wikipedia fala do jogo de luz e do trilha sonora.
Eu não me lembro muito da trilha. Eu costumo prestar atenção em trilha. Não acho que ela foi a grande responsável nesse filme. Pode estar associado ao jogo de luz, mas há algo mais. E eu creio que é modo como as tomadas são feitas. Uma observação a ser feita: quase todo o filme é gravado da sala de Jeff. Somos nós e ele olhando pela sua janela.
Fascinante!
No que deve a atuações, o trio principal (que foi o que prestei mais atenção) é impecável. Não a citei, mas a massagista de Jeff, Stella (Thelma Ritter), é dona das frases mais legais e seus diálogos com Jeff são os melhores! Thelma é mais do que convincente, carismática e atrevida. James Stewart não é lá muito bonito, mas ele tem charme esquisito. Esquecendo as aparências, Stewart faz com uma simplicidade, um carisma, uma naturalidade que anda meio difícil... Mas é algo próximo ao Morgan Freeman, vai... E a Grace Kelly... Sinceramente, não dava nada! Sabe como é... Hollywood, rostinho bonito... Mas, numa comparação meio ousada, ela é meio Nicole Kidman. Bela, carismática e talentosa. Kelly tem uma história bem curiosa, ma
s o mais, vamos lá, "chamativo" é que ela se casou com o Princípe de Mônaco... e O Principe atual, o Albert II, é seu filho. Lisa no começo parece uma bem sucedida (e vestida) mulher de negócios em Nova York um tanto frívola. Ela não deixa de ser vaidosa, ainda bem, mas ela ganha um espírito aventureiro, que Grace Kelly faz com muita graça. E o personagem, devo citar, é bem independente, algo meio difícil nos papéis femininos daquela época (uma das poucas coisas que me irritam nos roteiros antigos: eles são masculinos).Bom. Falei bastante. O próximo filme para você alugar : Janela Indiscreta
domingo, 17 de agosto de 2008
Manequins biológicos
Um velho senhor, roupa rota, e sua caixa de realejo está parado na vitrine. Tão ignorante quanto os carros, tão sem atenção quanto se é possível no espaço público. Toda a atenção que ele não dava, com o olhar fixo nos maniquins da loja à sua frente, no entanto, estava se voltando para ele. Ou ao menos assim parecia ao jovem tomador de sorvete na outra esquina.
A cada pessoa que tentava entender o que merecia tanta concentração do idoso, ao lado deste se postava. E paralisava todas as suas emoções com alguma coisa peculiar dos manequins, como pareceu ao observador.
Os manequins não tinham nada demais, aparentemente. Eram aqueles supostamente despojados e horríveis manequins estilazados, considerados modernos para uns, bregas para outros. Beiços grandes, olhos pequenos ou grandes, queixos avantajados, cabelos de gesso.
Será que aquele senhor os achara tão curiosos assim a ponto de dispender mais de dez minutos naquelas coisas?
Talvez. Mas seja lá o que ele tivesse visto, atraíra os outros também. Não era possível que os ponteiros do relógio fossem disperdiçados por algo semelhante à quando se quer fazer os outros de trouxa ao olhar para o céu como se tivesse algo lá, e que os curiosos, e tolos, copiam. Não. Era um fascínio bizarro, que, enquanto o observador refletia, já adquirira mais de 20 adeptos. E o número só ia aumentando.
Todos ficavam olhando, estáticos. Desemocionais, como o português não permite, mas era tudo que a situação dizia.
O observador tomou a última colherada de seu sorvete de maracujá, limpou os lábios com a língua e com o guarnapo, que jogou no pote, e se ajeitou para analisar melhor o fenômeno.
Alguns, ele enxergara, pararam com as mãos levantadas apontando. Existia gente de boca aberta também. Uns pouco ele percebia os olhos vidrados. Tinha gente tentando subir na banca de jornal próxima a loja para ver. E lá paravam, novamente, estáticos. Agaixados como um felino. Empalhados.
Era bizarro. Era anormal. E estava ficando calamitoso. A curiosidade estava ficando doentia. Tinha um grupo de jovens com roupas pretas juntando caixas na faixa de rua mais próxima da vitrine misteriosa para tentar saber o que era. E no topo, paralisado, ficou o primeiro que subiu, para reclamações dos amigos. Eles até maldosamente tentaram desequilibrá-lo, derrubar as caixas, mas parecia que a própria pilha de caixas paralisara. Ou estava pesada. Eram eles fracos?
Magros e branquelos, cheios de correntes e pulseiras para dar uma personalidade estética a si mesmos. Talvez.
Eles desistiram de derrubá-lo. Estavam assustados, mas os imbecis resolveram fazer outra pilha. A história se repetiu. Eles correram dali.
Uma van do jornal local chegara. Queriam fazer entrevistas com quem estava parado. Mas foram ignorados como almas inexistentes. O observador riu da tolice.
Eles tentaram com quem estava em volta, mas a retórica era repetida, assustada e medrosa.
Até que um homem forte e alto de regata, se achando muito inteligente, resolveu carregar as pessoas paralisadas dali. Para enxergar ele mesmo ou para parar com a palhaçada, o observador não soube.
Tinha gente reclamando da brutalidade, mas ficaram só nos gritos. O grandalhão tentou mesmo assim. Não conseguiu tirar quem estava na parte mais externa da multidão gélica. Mas alguém gritou, sem que o observador entendesse a lógica daquilo:
"Tenta mais para dentro!"
Ele se desviou com dificuldade com o seu corpo, chegou a subir nos ombros de alguns, mas conseguiu. E parou ali mesmo.
Os carros buzinavam com o caos, para dar um som mais condizente a ele. O jornal, ao vivo, falava de "epidemia paralítica de origens desconhecidas".
O observador, quase se levantando para participar da comoção pública, estacou assim que viu o tatatá do helicoptero da maior rede televisava do país. Sentou-se novamente.
Viu a polícia chegando e isolando o local, sob vaia da multidão atiçada. Para o horror de todos, o helicópetero, muito baixo e perto da loja, desgovernou e bateu na lateral do prédio acima da loja.
Os berros aumentaram, o fogo tomava conta do prédio. Muita gente correu. Menos quem olhara a imagem que a câmera da tv conseguira. E era mais da metade das pessoas ali, devido ao telão em cima do teatro.
Quanta estupidez divulgar isso era só o que o observador observou. Ele não olhou. Boa coisa ele sabia que não era.
Um inferno instalado. E ele assistia de camarote, entretido, emocionado, curioso, assustado, petrificado. Menos do que aquela a gente a sua frente. Ele incontrolavelmente riu com o pensamento. Mas se penalizou depois. Estava confuso sobre o que achava de tudo aquilo. Fascinado, com certeza.
Os bombeiros tentavam apagar o fogo. A polícia tentava acalmar a multidão. A tv estava dividida entre registrar o desespero e causar desespero para quem não estava ali.
Horas e horas se passaram. Ele estava ali. Sem comer, sem ir ao banheiro. Sem dormir. Policia, Bombeiros e Jornalistas também. Mas só. O público em volta mudava de cara. O número de observadores variava com os horários de trabalho.
E os manequins biológicos continuavam estáticos. Duas mães com carrinhos de bebê. O casal de mãos dadas. Os roqueiros nas caixas. Os maloqueiros na banca. Os jovens sorridentes com a garrada de vodka na mão do mais novo. A criança que segurava a barra da camisa do vô. Todos. Lá. E o observador, que se tornou ele mesmo um estático. Por vontade própria.
a coisa.
Ela vivia sua fantasia. Ela amava os outros. Ela lia a sua fantasia com paixão. Ela acreditava no beijo com charme, na excitante sedução com uma pitada de pureza. A garota que dançava na areia dava beijos nas testas de quem ela achava que precisava. Nas crianças. De todas as faixas etárias. Os seus pés nus dançavam...
Ela deu a mão para a ciranda perfeita, ela beijou a testa dos outros. Ela beijou a testa dos outros...
Mas então lhe reinvidicaram seriedade. Lhe olharam seriamente. Lhe gritaram, friamente... E uma página foi arrancada. E então lhe bateram na face. Lhe reinvidicaram que fosse adulta. E as páginas foram arrancadas. E os pés nus se confundiam na areia.
Ela já não beijava mais na testa dos outros. Ela sorria, de vez em quando, e se afastava. E então lhe humilharam. E lhe esqueceram. E as páginas, ela esqueceu. E o livro, se foi.
A menina, fechou os olhos. A menina se escondeu. A menina calçou o salto alto, tirou o pé da areia, e caiu no asfalto.
A menina andou.
A coisa, andou.
A coisa, passou de nariz empinado pela criança suplicante deitando no canto da rua. Que implorava o sorriso. E não lhe beijou mais a testa. Esqueceu-a.
A coisa, não chorava. Sofria eternamente.
domingo, 3 de agosto de 2008
Spencer Tunick

Desde 1992 Spencer Tunick tira fotos de multidões peladas (voluntários) em locais públicos. Segundo o autor, esse grupo de pessoas torna-se uma abstracção que desafia e reconfigura a nossa visão da nudez e da própria privacidade.



sábado, 2 de agosto de 2008
e abrem-se as portas...
E então, camaleões de armário. Puros pensamentos multicoloridos no cenário preto e branco do fundo das gavetas, loucos para serem exteriorizados. E nós, um humilde e fantástico (como bem disse Julia com outras palavras) grupo de 4 pessoas (enquanto a Raquel não se convence de que vai ser convencida a ingressar o blog) resolve ter a boa ação de dar o devido respeito - merecido - por estes camaleões nossos.
Sim, um blog conjunto com idéias diversas não feitas para se adequar aos moldes de ovos de páscoa, afinal somos jovens e acreditamos na bondade da humanidade.
E então, governaremos Nárnia. Julia, a profeta. Paula, o sushi. Leão, o pokémon. Eu, o (futuro) espancado (e futuramente, Raquel, a beijos).
Um bom leito de camaleão a todos que lerem este blog.
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
Poesias profundas. O art-noveau literário do no-sense.
Eí-los, em sequência de publicação:
1. (Narigão Mascarado)
És flor, és dor
és xadrez, a todo ardor
És rosa, és branco
Meu pequeno guarda-chuva manco
Premiado no 5478º Prêmio anual da Pérsia Sheik Madis.
2. (Felino do Glitter)
Hiena
Por entre as pedras caminha
Tão graciosa quanto Atena
1 metro de altura, segundo a trena
Comendo furtivamente a carne
Que no futuro será gangrena
Hahaha
Ela ri de uma piada
De forma obcena
Poesia vencora do XIX lugar no campeonato nacional do Uzbequistão: "19 Novos Poetas No-clássico-inovator-fashion-stylist-makeover-blush-naturalistas"
3. (Narigão Mascarado)
As notas do futuro voam
Sem se alimentar de pão
Padres rezam missas
Minha filha não se chama Cissa
e o pai não é João.
Ó, mares ardentes
Cleopatra perdeu os dentes!
Fecha teu círculo de fogo
sem bravura, não tem arrojo!
*Essa poesia foi probida pela ditadura dos ácaros de Hogwarts, mas houve uma premiação clandestina como melhor expressão dos anseios dos elfos-domésticos*
4. (Verrugão da Baixada)
Eu gosto de ser do universo dos humanos
Eu gosto de batata fritas e caganeira
E convivo diariamente com os manos
Eu sou o original,
E sou eu quem aparece no jornal
Quando a criancinha perde a visão
Foi meu o choque do trovão
[grito de guerra dos pokemons contra os digimons]
5. (Verrugão da Baixada)
E a gente tem nosso próprio mundo paralelo,
A gente não é uma raça vagaba,
Tem nome característico e gosta de caramelo
A gente termina com mon sempre
E a gente não sabe rimar com sempre,
MAS NÓIS NÃO É PLÁGIO NÃO
NÓIS É ORIGINAL BOMZÃO!"
[resposta dos digimons para os pokemons]
6. (Narigão Mascarado)
Meias xadrez
não cheiram a xerez
Meias coloridas
lembram minhas feridas
de um velho purpurinado
que por mto tempo esteve calado
Meias, meias
artigos de luxo
Sem elas, eu murcho.
*Poema escrito por Alvo Percival Wulfric Brian Dumbledore. Um dos seus últimos registros*
7. (Verrugão da Baixada)
A gente é dinossauro, capa de máscara, gosma e cão
A gente renova, desova e faz uma coisa toda nova
A gente vive cos homi, mas não curte rap não,
Nosso negócio mesmo é patins e pagodão
[resposta do monster rancher para os digimons e pokemons]
8. (Narigão Mascarado)
clima infernal
37 graus não é legal
Qro uma piscina pra usufruir
e nas águas me divertir
As cigarras cantam com o calor
E eu gemo de dor.
Lindo sol que nos agrada nas manhãs
dá um tempo e vai ler poesias pagãs!
*Poesia restaurada após ser destruída numas das queimadas do estado do Mato Grosso*
9. (Jinx Empeitada)
rosas são vermelhas
violetas são azuis
a julia é uma nariguda
e a raquel gosta de picles
10. (Narigão Mascarado)
Ser ou não ser,
eis a questão.
A Paula tem um testão
é melhor não me cutucar não.
11. (Grande Paty)
brucheta com peneta
arqueduto e vinheta
cada um com seu 'probrema'
morou?
12. (Narigão Mascarado)
Seu churrasco
não será um fiasco
Mas me livre daqui
pq desde que o vi
Nos lençóis negros da sofreguidão vivi.
Com vc não senti
com vc não ouvi
com vc, quis fazer xixi.
*Premiado como o poema q mais capta os sentidos no Festival de Ervilhas de Bertioga*
13. (Narigão Mascarado)
és trouxa,
és frouxa,
minha cara,
qdo o vento pára,
é sinal do fim.
Encurtida em mim
está tudo atrás
das curtinas
seja perspicaz
enquanto outros estão
nas festas de confetes e serpentinas
de vc se vão
as ordens
que condenam o pão,
sendo reféns
os amigos de Quefren.
Perde a luz,
falsa como o ouro da feira hippie,
tudo se conduz
a liberdade de Felipe.
**** Poesia q ganhou prêmio destaque na Festa da Engana Monarquia, no período Pré-Cambriano da Galáxia Zorn ****
14. (Verrugão da Baixada)
Hoje são as serpentes do mar.
Hoje são marionetes, são marias, são joãos
Hoje são paulas e laércios
As propagandas censuradas
Os fluxos e reproduções cessadas
Passe a morsa, Passe a morsa, ele disse
E a morsa, como que consentisse
Se disfarçou de fuinha e de marmota
mas era uma morsa,
mas era uma paul....
*poema consagrado pelo prêmio da Ameba de Ouro escrito durante a democrática ditadura de Chico Xavier*
15. (Felino do Glitter)
O breu em profusão
se manifesta recatado
Profunda ilusão
O finito obliterado
Traço pueril
No vértice encerrado
Assimetria viril
Não poderia estar em pior estado
Lentes de um óculos não tão bonito
Fitam-me como uma phyton
É como Bacon infinito
Sem o bacon
Vencedora do concurso de poesia ornamentária da Lojinha de Ikebana da Vovó categoria: Poesia baseada em algarismos presentes no avatar de comunidades
16. (Narigão Mascarado)
da sua prosápia
ergue-se no manto cor de topázia
loucuras deliberadas
em sua graça invocada
completa a armada
Crê-se em si o embate
miojos à parte.
*Produção do xá Salamaleikon Salame, em seu best-seller "Eu e minha xicorita"*
17. (Narigão Mascarado)
Verde, duende
elfo não-servente
espada e escudo
em Hyrule, faz tudo
Coragem em mãos
Rosto impassível,
heróico, complacente
Atos vãos.
Zelda impossível,
à rainha pretende.
Gah! Ha! yah!
é o Link em ação
em prol de toda a nação!
*Poema redigído no computador da Julia num ato sem-idéias, enquanto o Leõa joga Zelda*
18. (Narigão Mascarado)
Restos mortais
des-nação zumbi
dores infernais
ao sono sucumbi.
Dejeto de gente
ignorância de crente
infânica demente
caiu meu dente.
Olhos saltados
mãos sudoriparas
raciocínios encurtados
ações decriptas.
Queres cama
o tempo não te ama
Infernos bufantes
nas costas, elefantes.
Arrasta os pés
para a morte dos infiéis.
*Registro de João Cafeína, participante honorário da concurso "Deleites do Máscara da Morte", ganhando destaque em "efeitos mortais da ausência de sono"*
19. (Felino do Glitter)
Quermece mundana
Regojizo naval
calunia profana
cloaca ancestral
torrentes e torrentes
de puro conhecimento
moçoilas valentes
registros do vento
tudo isso e muito mais
encontra-se na biblioteca
conclusões divinais
infindavel perereca
sabios apreciam com minúncia
o material sagrado
é repleto de astúcia
nas trevas foi consumado
Poesia encotnrada em uma tumba de um antigo Faraó (ainda não se sabe qual) usada não só como argumento para defenter uma teoria de alguns historiadores de que alem da mitologia conhecida, alguns egipcios seguiam deuses diferentes, mas tambem para dar indicios da possibilidade da existencia de uma suposta biblioteca divinal que abriga informações sobre estes tais deuses
20. (Narigão Mascarado)
Rap do Feno
Até as margens do rio Reno
vêem q aqui tem mta boa de feno
a Julia não tem nada pra fazer
qro chocolate nesse glassê
E 'tamos aqui de novo
a cartola mágica
tira idéia até em ovo
nessa rima trágica
Vou cortar meus pulsos
minha mente está cheia de avulsos
e eu devia estar lendo...
Alguém qr incenso?
Vc pode achar q to dando uma de Luna
mas ela fuma,
e eu vejo letras.
Então, não te metas!
Brinca de tico-tico
e me vê enoloquecendo
com gnt down convivendo
a saturação tá no pico.
Sopro de vento
contra meu intento
assim comento,
assim, invento.
*O Rap é top nas paradas da Micronésia! Acompanhe a rádio 56777999.1 FM de hora em hora para ouví-lo!*
21. (Narigão Mascarado)
Opções verdejantes
projeções pixais hilariantes
Censos de importância
Assuntos cheios de substância
Letras salpicam
dores aos dedos implicam
retóricas longas
escritas por pessoas mongas
Vocabulário curioso
composto impetuoso
sem regras, sem leis,
fazem-se votos sem vez.
*ode escrita por monges catedráticos para expressar sua catatônica expressão diante do volumoso arquivo hiênico de democracia*
22. (Felino do Glitter)
Jornada
Eu, eu mesmo e minha pessoa
Demonstrarei hombridade
Subitamente, a corajem de mim voa
Engenheiro formado,
Sorriso radiante
Independente frustrado
Paparicado errante
Filho único brilhante
Vida de mimos na casinha
Mamãe nunca passou adiante
sua perícia na cozinnha
Miojo, ovo frito
Complexas equações sobrepostas
Labirintico mito
Estou vagando sem respostas
Dúvidas em profusão:
Para cozinhar, comofas??/?//
Simples resolução:
Ligue para a ultragaz
Luz no fim da linha
Esperança, nas cinzas dormentes
Phoenix? Quero galinha!
Agora possuo os ingredientes
Por este mundo novo,começo minha jornada
Nos livros, minha estrela guia
Gastronomia consumada
Trata-se de uma obra anônima achada dentro de uma panela de pressão sob o refeitorio de uma Universidade conhecida... Desculpe, não podemos fornecer mais informações, queremos manter a discrição. Manter estardalhaços longe é a prioridade no momento. Sem mais. *o homem diz isso e sai se esquivando dos muitos microfones que o rodeiam se encaminahndo a seu carro que o aguarda nas redondezas, invisivel pela multidão...tal homem é o representante do OEGATOQRTC - Orgão Estadual Gerente da Arqueologia Totalmente Oriundo de Questões Relativas Totalmente Cortes. *
23. (Narigão Mascarado)
Espaçados momentos,
estranhos eventos.
Esquece-te do novo
sem me jogar ao vôo
do ar resignado.
Cobre-te de fúria
desse olhar invejado.
Risonhos e com gorros natalinos em julho
a amizade em um embrulho
de ursinhos abraçados.
*Poesia vencedora do concurso com um único só participante para homenagear o ambiente hiênico*
PS: Há grandes internas envolvidas em tais poesias. Mas como toda grande arte, para maior conhecimento e compreensão, favor ler as biografias do respectivos autores.