domingo, 28 de setembro de 2008

Agora seus nãnãnãs e shururus são o suficiente

"Putz, qual era o nome da música?"


"Não sei :/ só lembro do refrão que era tipo tã-nã-nã-nã-nã-nã-nã-nã-nã aaaah"


"Tá, isso eu também lembro. Mas preciso do nome, ou de um trecho da música pra colocar no site de busca x__x"

Se você já passou por uma situação parecida com essa, de só lembrar a melodia da música e se sentir impotente porque só isso não é o suficiente, seus dias de angústia interna chegaram ao fim. Já inventaram um buscador que você de fato pode cantarolar, assoviar ou emitir sons ancestrais para realizar sua busca.

Eu testei com algumas músicas e funcionou em todos os casos.

Segue abaixo um fragmento da reportagem:

O MiDoMi é um buscador de músicas que funciona de uma forma inovadora e nada convencional: Ele busca as músicas pelo reconhecimento da voz, ou seja, você cantarola um pedaço de música, assovia ou murmura e o site analisa a melodia e traz a música procurada (Você também pode pode buscar pelos meios tradicionais, digitando).
Como ele faz isso afinal? Aí que entra a web 2.0 e as Redes Sociais misturadas é claro ao reconhecimento de padrões.
A música cantarolada é reconhecida pela melodia através de uma base de gravações (feitas pelos próprios usuários) e das músicas dos artistas. A cada gravação realizada a base de busca aumenta. Quanto maior o número de gravações (feitas por nós) de uma determinada música, maior a quantidade de variações de tons, dissonâncias vocais, ritmos e melodias que o sistema tem a mão para fazer o reconhecimento com a gravação buscada, permitindo assim uma acuracidade nos resultados.

Para a matéria completa, clique -aqui-.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Um sapo e outras coisinhas

Coloquei um simpático anfíbio ali no canto, devem ter notado.

8D

Achei ele aqui. O site é obra de Adam Bowman, um programador freelancer. Lá você encontrará diversas coisinhas que se movem e interativas pra se colocar no blog, myspace, facebook, orkut ou whatever. Vale uma visita :]

E não vale colocar os peixinhos.
Eles já são meus. u___ù Fikdik

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Como chocar um assaltante

Para mais de meia noite, o cheiro úmido de pós-acontecimento-pluvial, ruas vazias e sombrias.
Humor não lá muito bom. Filme de sessão da tarde no cinema. "Ainda bem que foi 3 reais!". Frio de uma única camisa de manga comprida em um clima de 15ºC. Silêncio.

Num estado nem um pouco confortável espiritual e físico, eu estava voltando pra casa por umas ruas meio sinistras porque queria chegar logo em casa. Nem eram tão sinistras assim, mas tinham ruas, digamos, mais iluminadas, com um trajeto mais longo.
Eu costumo ser meio "sem-noção", segundo dizem. Não definiria por sem-noção. Eu ando em ruas escuras, sozinha, e sei muito bem que é perigoso. Mas a possibilidade de algo acontecer é tão certa quanto a de qualquer hora ou lugar. Pode acontecer quando for. Portanto, eu não deixo de fazer as coisas, e não sinto medo. É meio: Se acontecer, aconteceu.
No entanto, estranhamente, neste dia eu estava um pouco mais tensa. Eu tenho um bom instinto. E quando ele apita, é para eu me alarmar de verdade.
Eu olhava de um lado para o outro. Cada pessoa que passava era uma contração muscular. Cada olhada no meu rosto era uma análise.
Veio o moço da bicicleta. Deu aquela viradinha pra me olhar, com um sorriso que naquelas circunstâncias era bem assustador. Tensão. Depois ele deu outra viradinha e disse "Boa Noite". Não respondi, abaixei o rosto. Ele insistiu "Boa Noite!". E continuou me encarando. Eu já estava vendo a hora que ele ia virar aquela bicicleta e ir em minha direção ao invés de seguir em frente. Ele tentou mais um Boa Noite, que eu respondi fracamente, para ver se ele parava. Ele deu outro. Mas continuou andando em frente.
Ele já estava há uns 50 metros de mim e ainda me encarava, como se eu fosse algo muito curioso, ou chamativo, aquele sorrisinho terrível que minha mente amedrontada interpretava como um vou-te-estuprar debochado. "Ele vai virar, está fazendo algo para despistar".
Passou um tempo e ele não fez nada. Sumiu.
Logo depois, enxerguei um senhor sentado na mureta do canal 4. Cara de zangado, de infortúnios da vida. Cabelos grisalhos. Magro, segurando o que parecia um casaco laranja enrolado.
Eu terminei de virar a esquina, ele se levantou. Apertei o passo. Ele parecia andar tranquilamente, sem querer nada. Eu continuei com o passo apressado, olhando levemente para trás. Até uma hora que eu dei uma diminuída no ritmo, e quando olhei para trás só para olhar ao redor, ele estava a menos de 10 metros e dizia coisas, com a mão na frente da cintura, uma parte por baixo da calça. Não deu tempo de ver se ele tinha uma arma ou não, virei para frente rapidamente, por instinto.
Identifiquei, então, algumas coisas que ele dizia: "Passa o celular, madame! Sem barulho!" (detalhe: meu celular tava na mochila). Eu, maquinalmente, virei minha mochila para frente, e ergui minha cabeça. Não tremi, não me assustei, não gritei. Fiquei mais tensa, mas algo em mim dizia que aquilo não era para se preocupar.
Após mudar a posição da minha mochila, ouvi-o dizendo: "é com você 'memo', acha que eu to brincando? Tenho uma arma aqui!".
Não sei o que me deu. Simplesmente não acreditei. E a menção da arma não colou, por mais convicto que ele parecesse. Mas a dúvida se era ou não verdade surgiu brevemente, e eu, loucamente, talvez, pensei: "Bom, se for verdade, você vai ter que atirar".
O canal 4 é mais escuro que o 5, e estava bem silencioso. Mas ainda tinham carros passando. E na hora da ameaça passaram uns dois. E eu estava a uns 50 metros de uma pizzaria que ainda estava aberta. Eu tinha apressado o passo, claro. E também passava um senhorzinho com uma cara simpática na direção oposta. Eu dei Boa Noite para ele como se nada estivesse acontecendo, um sorriso tranquilo. Não sei muito o porquê eu fiz isso, mas acho que foi para desafiar o assaltante. Nem sei se ele ainda me seguia. Depois que virei a mochila, não olhei mais para ele. Tive até a impressão que talvez ele tenha parado onde ele me ameaçou.
Quando eu cheguei na pizzaria, é que eu olhei para trás. Não vi o assaltante. E também não vi o senhorzinho. Fiquei preocupada com ele. Será que eu devia ter avisado? Sinceramente, ele não parecia ter pertences. Estava de mãos vazias, parecia hippie, um cabelão preto obviamente pintado, bigode Sadam, roupas largas. Parecia pior financeiramente que o assaltante.
Mas a minha mente estava fechada. Para não pensar em nada. Passei pelos motoboys e o segurança da pizzarria, que conversavem, dei um olá como se tudo estivesse bem e segui.

A umas 3 quadras da minha casa, comecei a rir da minha 'loucura'. Acho que choquei o assaltante.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

O que um dia de Youtube traz

Eu ando meio reatardada, gostando muito de coisas retardadas. Não que eu não gostasse antes, mas elas eram esporádicos divertimentos que não traziam uma explosão de risos medonhos das minhas cordas vocais anomalas.
Eu não queria exatamente por isso no meu orkut, mas provavelmente depois desse post vou pôr. Meu passeio pelo Youtube hoje me rendeu essa pérola dos Nintendo-nerds:

http://www.youtube.com/watch?v=xGE34VAqYTk

Ele rendeu também algo mais produtivo... Quero dizer... Depois a gente faz um bate-papo sobre o que significa produtivo, mas para os fãs de Meryl Streep, a lenda viva da atuação cinematográfica, certamente esses vídeos são delícias gasosas (sinto por necessitar de um pouco de inglês, não têm legenda):


http://www.youtube.com/watch?v=trHXGX9IF5E -> Tia Meryl na Ellen. Atenção para a parte final, dos acentos.

http://www.youtube.com/watch?v=trHXGX9IF5E -> Homenagem muito hilária e tocante de Jim Carrey, com a presença da diva, pois ela estava recebendo o prêmio do American Film Institute, que é um prêmio em honra à vida de trabalho do povo do cinema americano.

http://www.youtube.com/watch?v=D4j4yq4YlYs&feature=related -> O discurso dela nesse mesmo prêmio. Emotiva e engraçada. Adorável.

http://www.youtube.com/watch?v=9Qh6qNxJIMA -> Dando uma entrevista após Mamma Mia. Muito modesta e fofa =)

http://www.youtube.com/watch?v=x6aNSHLg18Y&NR=1 -> A coisa mais Random ever. Quando Meryl nem sonhava que receberia 14 indicações ao Oscar (não que ela pareça que um dia teria imaginado isso...), numa entrevista sobre um show dos Beatles. Ela não fala nada, mas é vista claramente à esquerda. Cada pérola...

http://www.youtube.com/watch?v=PO1k01aOAt8 -> Lindo discurso sobre as mulheres no Afeganistão (ou melhor, a situação da mulher em geral, se você quiser). Não consegui descobrir se foi, mas depois de ter visto algumas entrevistas e discursos, eu poderia apostar que foi ela mesma que escreveu.

http://www.youtube.com/watch?v=-80Wzhs0CtQ -> Entrevista de 1998 sobre como ela se tornou atriz. Tem 4 partes. Essa, obviamente, é a primeira.

http://www.youtube.com/watch?v=HD1X4746dok&NR=1 -> Entrevista que, basicamente, fala como foi a sensação de interpretar Miranda, de O Diabo veste Prada. "It wasn't that much fun to play.. because.. for a naturally nice girl like me..." (Não foi tão divertido interpretá-la... porque.. para uma menina natualmente legal como eu...). =D

terça-feira, 9 de setembro de 2008

A origem da Palvara divina

"[...] A tradição bambara [uma tribo] do Komo ( uma das grandes escolas de iniciação [de sabedoria ancestral] do Mande [Mali - reino africano na região sudoeste do Saara]) ensina que a Palavra, Kuma é uma força fundamental que emana do próprio Ser Supremo, Maa Ngala, criador de todas as coisas. Ela é o instrumento da criação: "Aquilo que Maa Ngala diz, é!", proclama o chantre do deus Komo.
O mito da criação do universo e do homem, ensinado pelo mestre iniciador do Komo (que é sempre um ferreiro) aos jovens circuncidados, revela-nos que quando Maa ngala sentiu falta do interlocutor, criou o Primeiro Homem: Maa.
Antigamente a história da gênese costumava ser ensinada durante os 63 dias de retiro imposto aos circundados aos 21 anos de idade; em seguida, passavam mais 21 anos estudando-a cada vez mais profundamente.
Na orla do bosque sagrado, ind Komo vivia, o primeiro circundado entoava ritmadamente as seguintes palavras:
'Maa Ngala! Maa Ngala!
Quem é Maa Ngala?
Onde estpa Maa Ngala?'
O chantre do Komo respondia:
'Maa ngala é a Força infinita.
Ninguém pode situá-lo no tempo e no espaço.
Ele é Dombali (Incognoscível)
Dambali (Incriado, Infinito)'
Então, após a iniciação, começava a narração da gênese primordial:
'Não havia nada, senão um Ser,
Este Ser era um Vazio vivo,
a incubar potencialmente as existências possíveis.
O Seu-Um chamou-se de Maa Ngala.
Então ele criou 'Fan',
Um Ovo maravilhoso com nove divisões.
No qual introduziu os nove estados fundamentais da existência.
Quando o Ovo primordial chocou, dele nasceram vinte seres fabulosos que constituíram a totalidade do universo, a soma total das forças existentes do conhecimento possível.
Ms, ai!, nenhuma dessas vinte primeiras criaturas revelou-se apta a tornar-se o interlocutor (kuma-nyon) que Maa Ngala havia desejado para si.
Assim, ele tomou de uma parcela de cda uma dessas vinte criaturas existentes e misturou-as; então, insuflando na mistura uma centelha de seu próprio hálito ígneo, criou um novo Ser, o Homem, a quem deu uma parte de seu próprio nome: Maa. E assim esse novo ser, através de seu nome e da centelha divina nele introduzida, continha algo do próprio Maa Ngala'.

Síntese de tudo o que existe, receptáculo por excelência da Força suprema e confluência de todas as forças existentes, Maa, o Homem, receu de herança uma parte do poder criador divino, o dom da Mente e da Palvara.
Maa Ngala ensinou a Maa, seu interlocutor, as leis segundo as quais todos os elemntos do cosmo foram formados e continuam a existir. Ele o intitulou guardião do Universo e o encarregou de zelar pela conservação da Harmonia universal. Por isso é penoso ser Maa.
Iniciado por seu criador, mais tarde Maa transmitiu a seus descendentes tudo o que havia aprendido, e esse foi o início da rande cadeia de transmissão oral iniciatória da qual a ordem do Komo (como as ordens do Nama, do Kore, etc, e no Mali) diz-se continuadora.
Tendo Maa Ngala criado seu interlocutor, Maa falava com ele e, ao mesmo tempo, dotava-o da capacidade de responder. Teve início o diálogo entre maa Ngala, criador de todas as coisas, e Maa, simbiose de todas as coisas.
Como provinham de Maa Ngala para o homem, as palvras eram divinas porque ainda não haviam entrado em contato com a materialidade. Após o contato com a corporeidade, perderam um pouco a sua divindade, mas se carregaram de sacralidade. Assim, sacralizada pela Palavra divina, por sua vez a corporeidade emitiu sagradas que estabeleceram a comunicação com Maa Ngala.
A tradição africana, portanto, concebe a fala como um dom de Deus. Ela é ao mesmo tempo divina no sentido descendente e sagrada no sentido ascendente [...]"

Bá, A. Hampaté. A tradição viva, in História Geral da África, volume I. Editora Ática - pela Unesco. p. 183-185.


Um pouco de cultura/mitologia africana para vocês. Atenção para o último parágrafo. O trato com a palavra é um culto sagrado. A escolha das palavras, o modo como elas são pronunciadas, o que elas querem dizer, como elas foram proferidas e a veradicadade delas, dentro daquilo que eles acreditavam, é de uma intensidade quase irreal, um contraste alucinante com a sociedade Ocidental-européia. Palmas para África. E lágrimas para a destruição de culturas que tinham muito a ensinar.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Quando as garotas assumem o comando

Sob um título bem brega (a palavra "garotas" me remete à Capricho, que me remete a patys, que me remete a fotos em fotologs com dedos em sinal de vitória e troncos inclinados na frente do espelho. Na verdade, eu gosto da palavra garotas - e garotos - como um jeito de atribuir jovialidade, e fugir do infantil meninas/os, ou para fazer uso do sarcasmo. Obviamente, a última opção é mais frequente), uma reportagem da interessante revista Mente & Cérebro ( que você pode conferir neste link: http://www2.uol.com.br/vivermente/noticias/quando_as_garotas_assumem_o_comando.html ) falava de uma pesquisa, como o título sugere, sobre quando as fêmeas é que possuem a liderança do grupo.

Segue:

Os primatologistas estão acostumados a observar grupos de macacos cujo líder é sempre um macho, mas, de vez em quando, lá está uma fêmea no posto mais alto da hierarquia. Mas de que forma e em quais circunstâncias elas conquistam tal status? É o que muitos pesquisadores desejavam saber. Estudo recente publicado na revista PLoS One, oferece um explicação curiosa para o fenômeno.

Usando um modelo virtual que simula a interação entre primatas, cientistas da Universidade de Groninger, Holanda, observaram que a fêmea assume o poder quando há excesso de machos no grupo, o que geralmente resulta em baderna, isto é, em freqüentes disputas para alcançar a liderança. Com os dados obtidos na simulação, os cientistas foram a campo testar a hipótese, confirmando-a em grupos de lêmures, de diversas espécies de sagüis e até de bonobos (os primatas que mais se parecem com o ser humano).

Obviamente, a fêmea que planeja ser líder tem de encarar um combate com o macho dominante do momento, tendo a desvantagem de ser fisicamente mais frágil. No entanto, a tarefa fica mais fácil porque, aparentemente, o clima beligerante no grupo deixa o líder macho cansado de tantas lutas e eventualmente ferido, o que aumenta as chances de vitória da candidata. Segundo os autores, esse mecanismo parece ser uma forma de evitar a autodestruição do grupo. Eles acreditam ainda que uma dinâmica semelhante possa ocorrer também entre seres humanos.


*Fim da reportagem*

Seguindo o que está em negrito, eu pensei: Ou seja, "nóis" é foda, e a Mulher-Maravilha é mais verossímil que o Super-Homem.
Além disso, se a mulher é muito mais eficiente (*feminismo mode on*) para uma ação auto-sustentável, em geral (não vamos esquecer das Thatcher da vida), e disso a gente não precisava de uma pesquisa para constatar, será que é tão difícil ouvir a sensibilidade feminina antes de chegar ao ar agressivo de sempre (me refiro à tudo)?

Só para expressar meu devaneio.
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