quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Quando as garotas assumem o comando

Sob um título bem brega (a palavra "garotas" me remete à Capricho, que me remete a patys, que me remete a fotos em fotologs com dedos em sinal de vitória e troncos inclinados na frente do espelho. Na verdade, eu gosto da palavra garotas - e garotos - como um jeito de atribuir jovialidade, e fugir do infantil meninas/os, ou para fazer uso do sarcasmo. Obviamente, a última opção é mais frequente), uma reportagem da interessante revista Mente & Cérebro ( que você pode conferir neste link: http://www2.uol.com.br/vivermente/noticias/quando_as_garotas_assumem_o_comando.html ) falava de uma pesquisa, como o título sugere, sobre quando as fêmeas é que possuem a liderança do grupo.

Segue:

Os primatologistas estão acostumados a observar grupos de macacos cujo líder é sempre um macho, mas, de vez em quando, lá está uma fêmea no posto mais alto da hierarquia. Mas de que forma e em quais circunstâncias elas conquistam tal status? É o que muitos pesquisadores desejavam saber. Estudo recente publicado na revista PLoS One, oferece um explicação curiosa para o fenômeno.

Usando um modelo virtual que simula a interação entre primatas, cientistas da Universidade de Groninger, Holanda, observaram que a fêmea assume o poder quando há excesso de machos no grupo, o que geralmente resulta em baderna, isto é, em freqüentes disputas para alcançar a liderança. Com os dados obtidos na simulação, os cientistas foram a campo testar a hipótese, confirmando-a em grupos de lêmures, de diversas espécies de sagüis e até de bonobos (os primatas que mais se parecem com o ser humano).

Obviamente, a fêmea que planeja ser líder tem de encarar um combate com o macho dominante do momento, tendo a desvantagem de ser fisicamente mais frágil. No entanto, a tarefa fica mais fácil porque, aparentemente, o clima beligerante no grupo deixa o líder macho cansado de tantas lutas e eventualmente ferido, o que aumenta as chances de vitória da candidata. Segundo os autores, esse mecanismo parece ser uma forma de evitar a autodestruição do grupo. Eles acreditam ainda que uma dinâmica semelhante possa ocorrer também entre seres humanos.


*Fim da reportagem*

Seguindo o que está em negrito, eu pensei: Ou seja, "nóis" é foda, e a Mulher-Maravilha é mais verossímil que o Super-Homem.
Além disso, se a mulher é muito mais eficiente (*feminismo mode on*) para uma ação auto-sustentável, em geral (não vamos esquecer das Thatcher da vida), e disso a gente não precisava de uma pesquisa para constatar, será que é tão difícil ouvir a sensibilidade feminina antes de chegar ao ar agressivo de sempre (me refiro à tudo)?

Só para expressar meu devaneio.

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