segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Uma Leve História do Cinema - Parte I

Nosso blog está quase virando lugar de resenhas sobre cinema. Rs...
Exageros à parte, tenho mais um post sobre a sétima arte para vocês.
Mas dessa vez, eu vou brincar com duas coisas que mal gosto: cinema e história. E será uma série, em que eu prevejo 4 posts, incluindo esse aqui.
Informação cultural de "forma informal" ;-D

Não vai ser um simples copia-e-cola do wikipédia. Resumirei o que tem lá, acrescentarei coisas que eu sei e darei minha opinião.
O Cinema só pôde ser criado com a inveção da fotografia, claro, como vcs devem saber. A verdade é que o cinema não passa de várias fotos por segundo (24, no padrão atual, o suficiente para nossos olhos não perceberem), sequenciadas, como a gente costuma ver na produção de desenhos. Graças a wikipédia, descobri a data clara, que eu só sabia pertencer ao final do século XIX para o primeiro cinematógrafo: 1885. Na verdade, a data é um registro da primeira projeção pública (e paga) dos irmãos franceses Lumière (imagem ao lado), seus inventores. Eram 10 filmecos de 40, 50 segundos cada, com cenas do dia-a-dia.
O primeiro passo do cinema foi esse: documentários, registros do dia-a-dia, como faziam as fotos, só que em movimento. Material científico, segundo os Lumière.
Algo que eu não sabia e li no wiki é que já havia outros projetores (ele cita de uns alemães e o Thomas Edison, que, claro, os americanos consideram como o verdadeiro inventor), mas aparentemente sempre há na história das invenções protótipos anteriores aos que fizeram sucesso e serviram de base às tecnologias desenvolvidas... Telefone, avião etc foram assim também...
George Méliès, um mágico ilusionista francês, quando demonstrou seu interesse em comprar um dos cinematógrafos para usar como entretenimento foi avisado pelos Lumière de que não daria certo. Mas Méliès sabia o que estava fazendo, e foi o primeiro a fazer ficção com os filmes, introduzindo efeitos especiais, usando edição (O video mais antigo que encontrei é esse de 1899. Assistam também esse, que é o mais prestigiado - e incrivelmente simples e encantador: imagine magos cinematográficos em 1902 (tem uma narração em francês que não descobri se é original. Se for, ela era dita ao vivo). Gente, Youtube é a maravilha da comunicação do sec XXI).
A onda de fazer filmes como Méliès se espalhou por toda Europa e EUA.
O Cinema reconhecido como arte, porém, veio especialmente com David Griffith (à esquerda), americano que estabeleceu uma linguagem própria para o cinema.
Estamos falando aqui dos primórdios das técnicas cinematográficas para transmitir emoções e sensações mesmo sem dizer nada. Jogo de luz, a brincadeira do contraste entre preto e branco, ângulo da câmera, movimento de câmera, expressão dos atores (exageradas para o conceito atual, mas mais contidas do que a do teato), cenários completos, a trilha sonora clássica que acompanhava praticamente o filme inteiro (lembrando que no começo era tocada ao vivo, tornando a ida ao cinema um divertimento dois-em-um), o modo como os escritos apareciam na tela... Tudo era planejado, tudo dava trabalho, tudo compunha a arte.
(A primeira parte do filme mais famoso e marcante de Griffith, Intolerance, pode ser vista a aqui. São cinco. Não vi direito, mas, pelo que entendi no wikipédia, é racista. Abafa e aprecie só a arte da direção).

O poder do cinema americano só se destacou depois da primeira guerra mundial, quando França e Itália, as maiores produtoras de então, estavam arrasadas. Houve particular aumento de produção quando os cineasta e empresários descobriram que uma certa região no oeste americano, Hollywood, tinha impostos muito mais aprazíveis dos que os de Nova York, um clima favorável de poucas chuvas e largo espaço para locações. Sob estas condições, desenvolveu-se o cinema dos grandes estúdios por lá. Estúdios em geral fundados por ricos judeus, e que duram até hoje e continuam no (e praticamente são os que compoem o) ranking dos mais conceituados, como a 20th Century Fox, a Paramount, a Universal, a Warner e a MGM.

No próximo post falarei da revolução do cinema falado. Por enquanto, só digo que, na Europa, o conceito de arte para o cinema foi mais explorado, como o impressionismo francês (não está claro no wiki, mas creio que brinca com formas não-fiéis a realidade no cenário, e talvez nas próprias imagens que dão forma ao filme, bem como um jogo de luz e movimentos próprios do estilo) , o expressionismo alemão (com seus cenários e personagens distorcidos, fortes maquiagens, uso de recursos de luz e de tom da fotografia etc... Aliás, esse influenciou muito os filmes de terror e suspense hollywoodianos, segundo o wiki) e o surrealismo espanhol (situações e roteiros amalucados, meio nonsense). Em Hollywood, o contexto de grandes estúdios que competiam entre si deu à "Meca do Cinema" uma característica de fábrica de filmes e estrelas, e o início daquele glamour mítico que até hoje persiste, embora banalizado.



Curiosidades:
- O filme australiano A História de Kelly Gang, de 1906, é considerado o primeiro longa metragem, com 70 min. Geralmente os filmes tinham de 10 a 15 min até aquela época.
- Um documentário em inglês feito pela TCM sobre cinema mudo e história do cinema: Partes: um, dois, três, quatro e cinco (Deêm uma olhada nos documentários relacionados também, parecem muito interessantes).
- David Griffith era ligado a Ku Klux Klan.
- A MGM se formou de dois estúdios: de Samuel Goldwyn e Louis Meyer.
- Em Life of an American Fireman, de 1903, o cameraman de Thomas Edison, Edwin Porter foi o primeiro a unir duas imagens que ocorrem ao mesmo tempo, a visão de dois personagens sobre a mesma cena, provavelmente uma seguida da outra no produto final, mas com duas cameras gravando a mesma, porque...
-... É a The Great Train Robbery, um western, que o wiki atribui a origem da técnica do cross-cutting, que é a aparição, uma sobre posta a outra, de duas imagens ao mesmo, as montagens.

Um comentário:

Alb disse...

MEUDEUSUMVÍDEODE1889

MUITO FODA :o

Nossa júlia, amei muito. Posta a continuação!

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