A vida anda corrida e creio que o próximo post da História do Cinema só para o meio de dezembro...
Mas gostaria de reforçar a idéia do título, q diz "leve", ou seja algo básico, para introduzir, mto à la wikipédia, com um pouquinho de análise, senão não era Julia.
A minha idéia é só contar uma evolução, com os marcos mais óbvios. Logo, não estou citando mto filmes e jeitos de fazer cinema q marcaram.
Fiquei mto "cabrera" com isso desde a semana passada, pq, em nosso estudo sobre a busca pela identidade nacional do brasileiro, na facul, o grupo q se apresentou fez do Zé Carioca... E, bom, isso é na época de 30, e o Mister Disney, ignoremos suas ideologias, era de fato um mestre da animação, e eu nem o citei aqui.
Não faço curso de cinema, nem sou o Rubens Ewald Filho. Só gosto de cinema, e de analisá-lo, segundo meus limites.
Isso é hobby e não me exijam...
Garantido meu escudo contra críticas (q não são escritas, mas pensadas), vamos fazer valer esse post com um link de uma votação elaborada pela revista Empire com os 100 maiores personagens do cinema.
Essa lista tá bem esquisita, com personagens marcantes, tipo o ET no meio da 70º posição, e o protagonista de Duro matar em 12º. Foi eleita pelo povo internético, mas ainda sim...
Não nego quem está na lista, afinal, gostos e gostos, mas algumas posições são surpreendentes (e um pouco excessivamente divergentes com senso comum).
Claro q o Gollum, o Bond do Sean Connery, o Hannibal do Anthony Hopkins e Indiana Jones ao menos merecem seus 13º, 11º, 5º e 6º lugar, respectivamente (talvez até melhor). Mas vc também não acha um exagero o Hans Solo (Star Wars) estar no 4º lugar de TODO O CINEMA, ou mesmo o 1º lugar estar para o personagem de Brad Pitt em Clube da Luta, deixando o Darth Vader em segundo?
Neo-sem-sal de Matrix na frente de Forest Gump? Se ainda fosse o vilão! (ou nem isso...)
E Mary Poppins e Harry Potter no meião (e o já citado ET quase no fim, o que para mim é o cúmulo!), atrás de tipos piegas de ação dos anos 90?
(A moça de Alien não merece a nona posição, pelo amor de Deus!)
Bom, ao menos a lista gera discussão (e talvez te introduza a filmes que você não viu... Bom para anotar no caderninho!). E para vc? Quem são os 10 maiores personagens do cinema?
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Uma Leve História do Cinema - Parte II
Vamos continuar, enquanto meus amigos deixam este blog às moscas.
Para a história do cinema, nós temos uma tragédia com relação aos filmes mudos: mais de 90% da produção à época se perdeu, pelas más condições em que eles foram deixados e - vejá só - porque a produção das películas tinha um produto químico, o nitrato de prata, que é caro, fazendo com que seus produtores derretessem os trabalhos para extrair o metal (e obter GRANA). O pragmatismo sempre vence a arte. Fikdik e não se iluda.
Obviamente que o crescimento da indústria do cinema hollywoodiana, como todo crescim
ento industrial, trouxe um investimento para se desenvolver técnicas melhores, especialmente uma muito ansiada: a sincronização de som com imagem. A coisa foi engatinhando, e um pouco antes da década de vinte, eu já li que se gravara som - entenda, trilha - para acompanhar o filme, sem precisar de orquesta. Era meio irregular e ocasionalmente tinha problemas, contudo, era um passo. Mas, curiosamente, o wikipédia não fala disso e já vai partindo para os "finalmentes".
E os "finalmentes" se trata de uma revolução que todos buscavam, mas os fiascos nem saiam dos estúdios. Até 1926, quando a Warner Brothers conseguiu criar o Vitaphone (um sistema que para nós seria piada chamar de revolucionário, porque não passava de uma gravação de som em disco). Confesso que nem sabia dessa parte, deve ter ficado num alvoroço interno de Hollywood pela descoberta. O que o povão conheceu mesmo foi o revolucionário The Jazz Singer (um pedaço no maravilhoso you tube. Ninguém cita, mas como você pode perceber, é um branco pintado de negro... ê, segregação... ¬¬". Mas, sejamos justos: o Al Johnson, o ator, era pró-negros. Além da escolha do estúdio, não há racismo no papel). E não me pergunte porque que a imagem tem um logo da MGM) , do mesmo estúdio, em 1927. O filme era um musical (!!!), com diálogo, tudo sincronizado, embora com partes totalmente mudas. O The Lights of New York, também da Warner, em 1928, é que seria completamente sincronizado, som e imagem, do ínicio ao fim.
Antes de falar de evoluções, fins e "mundo à fora", vamos sair da fantasia.
O filme falado não era uma unânimidade de gostos. Uma linda ironia é uma declaração de - advinhe? - um dos "Bros" Warner, o Harry, em que ele disse, em 1927: "Who the hell wants to hear actors talk?" (Quem diabos quer ouvir os atores falarem?). Não sei qual é o contexto dessa frase exatamente, mas pela data e o seu conteúdo, podemos pensar: Nem todos os Warner queriam o cinema falado e havia uma repulsa por ouvir diálogos.
Não sei se essa repulsa do Harry era a mesma que é retratada em Dançando na Chuva (aliás, dica: veja este filme! Ele não é sobre um homem que gosta de dançar na chuva, ele é sobre atores e produtores de cinema mudo que tentam se adaptar ao cinema falado, não sem antes muita resistência). No filme, o pessoal que não queria fazer cinema falado dizia que o cinema perdia sua essência com os atores falando. O cara não disseca uma tese sobre isso, mas creio que, realmente, o cinema como eles conheciam perderia um pouco da sua essência, porque recursos que se usam no mudo, ficariam ridículos no falado (especialmente de roteiro e jogo de câmera); maneiras de se retratar no mudo, não precisam ser usadas no falado; e, claro, o que se é usado no falado não se pode usar no mudo (dã).
Coisas imbecis, como closes exagerados no rosto, no mudo; uma ligação muito maior do cinema mudo com o teatro, que se usa de uma atuação mais espalhafatosa e corporal ( oque gera uma inadaptação de alguns atores ao cinema falado...); e talvez rolasse um senso de ridículo por gravar a atuação em voz (algo difícil da gente pensar, mas que talvez para eles, acostumados ao ar fotográfico do cinema, fosse uma consideração plausível)...
Bom, o fato é que existia um pessoal "xiita" que não queria o cinema falado. Ele acabaria com cinema como eles conheciam, e eles não queriam isso. Pena para eles, porque o cinema como eles conheciam realmente acabou.
E foi rápido! Tirando dois filmes de Chaplin posteriormente, Hollywood viu seu último filme mudo, O Beijo, lançado pela MGM com Greta Garbo no elenco, em 1929!
Para o resto do mundo (leia-se, praticamente, Europa), o processo foi mais lento, devido ao caos econômico não só ainda da recupeção da Primeira Guerra, como pelo maldito Crash de 29, que, surpreendentemente, teve menos efeitos em Hollywood do que se imagina. Hollywood já estava num ponto que era praticamente auto-sustentável. Seus filmes davam o dinheiro para fazer outros filmes... Isso em pouco mais de dez anos, heim!
E 29 foi um grande ano para o cinema. Não só porque bons filmes falados pipocavam, mas
porque é o ano de criação do Oscar, a primeiro e até hoje a mais famosa premiação do cinema. A primeira premiação foi totalmente diferente do que conhecemos hoje. Os vencedores já haviam sido divulgados há meses, a cerimônia foi uma banquete com 250 pessoas, em que se podia comprar um ingresso por 5 dólares, eram 12 categorias, com MUITOS prêmios especiais e critérios diferentes de escolha, como, por exemplo para melhor ator, em que se analisava a obra do ator durante o ano, e não sua atuação em um filme. Além disso, o júri eram cinco figurões de Hollywood, não a" festa democrática" atual, em que todos que foram indicados uma vez tem direito ao voto para sempre. O cinema mudo, obviamente, só levou prêmios nesse primeiro ano, já que depois se parou de produzí-lo.
Ter cinema falado causou um vício em Hollywood: as produções musicais, especialmente ligadas a comédia. O pensamento era meio "eba! Agora temos som! Vamos explorar ao máximo!". E exploraram, até demais. Me arrisco a dizer que mais da metade dos filmes que sairam na década de 30 eram musicais, ou tinham algo de musical. Dança, música, belas vozes, belos rostos... Era uma fórmula que provavelmente agradava o público. E como música sempre é uma coisa que marca, se for boa, acredito que o "merchan" deu muito certo por um tempo, mas devem ter encontrado um pouco da sua decadência na repetição da fórmula e no combate de outros filmes que investiam muito na qualidade de seu roteiro, o que deve ter atraído o público e jogado seu interesse pelos musicais para escanteio.
Obviamente que os musicais não eram as únicas produções. Hollywood estava entusiasmada em produzir filmes históricos (cof.. cof... EUA, História, distorção... cof, cof...), biblícos, de gangster, ficção científica/ terror, romance, western... Tudo, para todos os gostos. Nem sempre com qualidade.
Falando em qualidade, ao mesmo tempo que Hollywood produzia filmes aos montes em seus grandes estúdios, o lado B também estava em plena ativa lá. O povo que não tinha contato com ninguém, ou não tinha um rostinho ou uma voz bonita, ou não estava afim de ultrapassar barreiras éticas e morais para conseguir o que quisesse, ficava na periferia da produção, com seus estúdios fundo-de-garagem, geralmente montando filmes com a qualidade dos filmes escolares que se faz atualmente (ou pior...rs...).
Hoje em dia, é claro, ainda há um lado B em Hollywood. Que na verdade tem duas vertentes: os filmes independentes produzidos, geralmente, por empresas de atores/diretores de sucesso, que costumam fazer ótimos filmes. E o lado B do B, que tem raiz nesses da década de 30/40, mas que só ficaram com a produção pornô como um investimento para poder pagar as contas no fim do mês (e também por um gosto, para a maioria dos que produzem esse material trash).
Bom, para a próxima parte fica o cinema em cores, a época de ouro de Hollywood e sua decadência.
Curiosidades:
- Meu querido Hitchcock produziu o primeiro filme inglês falado, Blackmail.
- O nome "Oscar" para o prêmio da Acadêmia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos (ainda bem que tem um nome menor! Ufa! Se bem que os americanos chamam de "Academy awards" algumas vezes, o que é válido também), especula-se, tem duas origens: uma viria de um comentário da secretária-executiva da instituição, Margareth Herrick, de que o prêmio se pareceria com seu Tio Oscar, que teria sido ouvida por um jornalista, que a publicou, e a piada deve ter pego. A outra possibilidade teria vindo de Bette Davis, que chamava o prêmio assim porque lembrava seu primeiro marido.
- O Oscar é feito de estanho, banhado a ouro de 16 quilates. Não custa tanto quanto pode se pensar, cerca de uns 200 dólares, mas o valor simbólico faz o "valor agregado" ir lá para cima... Para se ter uma idéia, em 1993, o prêmio de melhor atriz de Vivien Leigh (ela nasceu na Índia, sabia? Me espantei!) por seu papel em ...E o Vento Levou foi leiloado por 562 mil dólares. Fico imaginando um leilão, daqui há uns 50 anos, do prêmio da Meryl Streep por A escolha de Sofia... Quanto será que daria? Se eu fosse rica e frívola, pagava quantos milhões pudesse.
- O Oscar sempre foi cavaleiro careca, semi-nu, coberto com pudor apenas por uma espada. Mas o seu material, durante a segunda guerra, foi alterado brevemente por gesso banhado a ouro, numa política de economia de metais promovida pelo governo americano em nome da sustentação bélica. Quem recebeu o prêmio de gesso pôde trocar pelo bonitinho de estanho e ouro no pós-guerra.
- A gälere européia, no meio de seus problemas, fazia mais filmes políticos durante a década de 30. Na França, contra o nazismo. Na Alemanha, para promover o nazismo. Na Itália, para promover o fascismo (ao menos os divulgados). Na Rússia, para promover o comunismo... Na Inglaterra, a coisa era mais heterogênea, com uma influência hollywoodiana, mas muito voltados a fimes sociais.
- E, quanto a nós... Engatinhando com nossos ricos e progressista empresários... E sendo abocanhados culturalmente pela política de Boa Vizinhança americana. Nossa cinema só evolue mais para frente, embora a exportação da Carmem Miranda date dessa época.
- O site do Oscar tem uma galeria com posters da premiação. Eu sei que é aleatório, mas eu achei fascinante, apesar de não ter todos.
Para a história do cinema, nós temos uma tragédia com relação aos filmes mudos: mais de 90% da produção à época se perdeu, pelas más condições em que eles foram deixados e - vejá só - porque a produção das películas tinha um produto químico, o nitrato de prata, que é caro, fazendo com que seus produtores derretessem os trabalhos para extrair o metal (e obter GRANA). O pragmatismo sempre vence a arte. Fikdik e não se iluda.
Obviamente que o crescimento da indústria do cinema hollywoodiana, como todo crescim
ento industrial, trouxe um investimento para se desenvolver técnicas melhores, especialmente uma muito ansiada: a sincronização de som com imagem. A coisa foi engatinhando, e um pouco antes da década de vinte, eu já li que se gravara som - entenda, trilha - para acompanhar o filme, sem precisar de orquesta. Era meio irregular e ocasionalmente tinha problemas, contudo, era um passo. Mas, curiosamente, o wikipédia não fala disso e já vai partindo para os "finalmentes".E os "finalmentes" se trata de uma revolução que todos buscavam, mas os fiascos nem saiam dos estúdios. Até 1926, quando a Warner Brothers conseguiu criar o Vitaphone (um sistema que para nós seria piada chamar de revolucionário, porque não passava de uma gravação de som em disco). Confesso que nem sabia dessa parte, deve ter ficado num alvoroço interno de Hollywood pela descoberta. O que o povão conheceu mesmo foi o revolucionário The Jazz Singer (um pedaço no maravilhoso you tube. Ninguém cita, mas como você pode perceber, é um branco pintado de negro... ê, segregação... ¬¬". Mas, sejamos justos: o Al Johnson, o ator, era pró-negros. Além da escolha do estúdio, não há racismo no papel). E não me pergunte porque que a imagem tem um logo da MGM) , do mesmo estúdio, em 1927. O filme era um musical (!!!), com diálogo, tudo sincronizado, embora com partes totalmente mudas. O The Lights of New York, também da Warner, em 1928, é que seria completamente sincronizado, som e imagem, do ínicio ao fim.
Antes de falar de evoluções, fins e "mundo à fora", vamos sair da fantasia.
O filme falado não era uma unânimidade de gostos. Uma linda ironia é uma declaração de - advinhe? - um dos "Bros" Warner, o Harry, em que ele disse, em 1927: "Who the hell wants to hear actors talk?" (Quem diabos quer ouvir os atores falarem?). Não sei qual é o contexto dessa frase exatamente, mas pela data e o seu conteúdo, podemos pensar: Nem todos os Warner queriam o cinema falado e havia uma repulsa por ouvir diálogos.
Não sei se essa repulsa do Harry era a mesma que é retratada em Dançando na Chuva (aliás, dica: veja este filme! Ele não é sobre um homem que gosta de dançar na chuva, ele é sobre atores e produtores de cinema mudo que tentam se adaptar ao cinema falado, não sem antes muita resistência). No filme, o pessoal que não queria fazer cinema falado dizia que o cinema perdia sua essência com os atores falando. O cara não disseca uma tese sobre isso, mas creio que, realmente, o cinema como eles conheciam perderia um pouco da sua essência, porque recursos que se usam no mudo, ficariam ridículos no falado (especialmente de roteiro e jogo de câmera); maneiras de se retratar no mudo, não precisam ser usadas no falado; e, claro, o que se é usado no falado não se pode usar no mudo (dã).Coisas imbecis, como closes exagerados no rosto, no mudo; uma ligação muito maior do cinema mudo com o teatro, que se usa de uma atuação mais espalhafatosa e corporal ( oque gera uma inadaptação de alguns atores ao cinema falado...); e talvez rolasse um senso de ridículo por gravar a atuação em voz (algo difícil da gente pensar, mas que talvez para eles, acostumados ao ar fotográfico do cinema, fosse uma consideração plausível)...
Bom, o fato é que existia um pessoal "xiita" que não queria o cinema falado. Ele acabaria com cinema como eles conheciam, e eles não queriam isso. Pena para eles, porque o cinema como eles conheciam realmente acabou.
E foi rápido! Tirando dois filmes de Chaplin posteriormente, Hollywood viu seu último filme mudo, O Beijo, lançado pela MGM com Greta Garbo no elenco, em 1929!
Para o resto do mundo (leia-se, praticamente, Europa), o processo foi mais lento, devido ao caos econômico não só ainda da recupeção da Primeira Guerra, como pelo maldito Crash de 29, que, surpreendentemente, teve menos efeitos em Hollywood do que se imagina. Hollywood já estava num ponto que era praticamente auto-sustentável. Seus filmes davam o dinheiro para fazer outros filmes... Isso em pouco mais de dez anos, heim!
E 29 foi um grande ano para o cinema. Não só porque bons filmes falados pipocavam, mas
porque é o ano de criação do Oscar, a primeiro e até hoje a mais famosa premiação do cinema. A primeira premiação foi totalmente diferente do que conhecemos hoje. Os vencedores já haviam sido divulgados há meses, a cerimônia foi uma banquete com 250 pessoas, em que se podia comprar um ingresso por 5 dólares, eram 12 categorias, com MUITOS prêmios especiais e critérios diferentes de escolha, como, por exemplo para melhor ator, em que se analisava a obra do ator durante o ano, e não sua atuação em um filme. Além disso, o júri eram cinco figurões de Hollywood, não a" festa democrática" atual, em que todos que foram indicados uma vez tem direito ao voto para sempre. O cinema mudo, obviamente, só levou prêmios nesse primeiro ano, já que depois se parou de produzí-lo.Ter cinema falado causou um vício em Hollywood: as produções musicais, especialmente ligadas a comédia. O pensamento era meio "eba! Agora temos som! Vamos explorar ao máximo!". E exploraram, até demais. Me arrisco a dizer que mais da metade dos filmes que sairam na década de 30 eram musicais, ou tinham algo de musical. Dança, música, belas vozes, belos rostos... Era uma fórmula que provavelmente agradava o público. E como música sempre é uma coisa que marca, se for boa, acredito que o "merchan" deu muito certo por um tempo, mas devem ter encontrado um pouco da sua decadência na repetição da fórmula e no combate de outros filmes que investiam muito na qualidade de seu roteiro, o que deve ter atraído o público e jogado seu interesse pelos musicais para escanteio.
Obviamente que os musicais não eram as únicas produções. Hollywood estava entusiasmada em produzir filmes históricos (cof.. cof... EUA, História, distorção... cof, cof...), biblícos, de gangster, ficção científica/ terror, romance, western... Tudo, para todos os gostos. Nem sempre com qualidade.
Falando em qualidade, ao mesmo tempo que Hollywood produzia filmes aos montes em seus grandes estúdios, o lado B também estava em plena ativa lá. O povo que não tinha contato com ninguém, ou não tinha um rostinho ou uma voz bonita, ou não estava afim de ultrapassar barreiras éticas e morais para conseguir o que quisesse, ficava na periferia da produção, com seus estúdios fundo-de-garagem, geralmente montando filmes com a qualidade dos filmes escolares que se faz atualmente (ou pior...rs...).
Hoje em dia, é claro, ainda há um lado B em Hollywood. Que na verdade tem duas vertentes: os filmes independentes produzidos, geralmente, por empresas de atores/diretores de sucesso, que costumam fazer ótimos filmes. E o lado B do B, que tem raiz nesses da década de 30/40, mas que só ficaram com a produção pornô como um investimento para poder pagar as contas no fim do mês (e também por um gosto, para a maioria dos que produzem esse material trash).
Bom, para a próxima parte fica o cinema em cores, a época de ouro de Hollywood e sua decadência.
Curiosidades:
- Meu querido Hitchcock produziu o primeiro filme inglês falado, Blackmail.
- O nome "Oscar" para o prêmio da Acadêmia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos (ainda bem que tem um nome menor! Ufa! Se bem que os americanos chamam de "Academy awards" algumas vezes, o que é válido também), especula-se, tem duas origens: uma viria de um comentário da secretária-executiva da instituição, Margareth Herrick, de que o prêmio se pareceria com seu Tio Oscar, que teria sido ouvida por um jornalista, que a publicou, e a piada deve ter pego. A outra possibilidade teria vindo de Bette Davis, que chamava o prêmio assim porque lembrava seu primeiro marido.
- O Oscar é feito de estanho, banhado a ouro de 16 quilates. Não custa tanto quanto pode se pensar, cerca de uns 200 dólares, mas o valor simbólico faz o "valor agregado" ir lá para cima... Para se ter uma idéia, em 1993, o prêmio de melhor atriz de Vivien Leigh (ela nasceu na Índia, sabia? Me espantei!) por seu papel em ...E o Vento Levou foi leiloado por 562 mil dólares. Fico imaginando um leilão, daqui há uns 50 anos, do prêmio da Meryl Streep por A escolha de Sofia... Quanto será que daria? Se eu fosse rica e frívola, pagava quantos milhões pudesse.
- O Oscar sempre foi cavaleiro careca, semi-nu, coberto com pudor apenas por uma espada. Mas o seu material, durante a segunda guerra, foi alterado brevemente por gesso banhado a ouro, numa política de economia de metais promovida pelo governo americano em nome da sustentação bélica. Quem recebeu o prêmio de gesso pôde trocar pelo bonitinho de estanho e ouro no pós-guerra.
- A gälere européia, no meio de seus problemas, fazia mais filmes políticos durante a década de 30. Na França, contra o nazismo. Na Alemanha, para promover o nazismo. Na Itália, para promover o fascismo (ao menos os divulgados). Na Rússia, para promover o comunismo... Na Inglaterra, a coisa era mais heterogênea, com uma influência hollywoodiana, mas muito voltados a fimes sociais.
- E, quanto a nós... Engatinhando com nossos ricos e progressista empresários... E sendo abocanhados culturalmente pela política de Boa Vizinhança americana. Nossa cinema só evolue mais para frente, embora a exportação da Carmem Miranda date dessa época.
- O site do Oscar tem uma galeria com posters da premiação. Eu sei que é aleatório, mas eu achei fascinante, apesar de não ter todos.
Assinar:
Postagens (Atom)