*Limpa as teias daqui*
Não é novidade para ninguém que o Youtube é uma revolução de mídia. Um site que transformou a divulgação de vídeos na internet uma coisa fácil, prática e, portanto, popular.
As diferenças de uma era pré-youtube e a era youtube na mídia são evidentes.
Soldados gravam com seus celulares os horrores de uma guerra. Famílias mostram as dificuldades por que passam depois de um desastre. Fãs postam filmes, desenhos, séries shows e tributos de tudo que gostam. Pessoas que gostam de fazer vídeos criam suas próprias séries caseiras. Estudantes de audiovisual publicam seu trabalho na esperança de um olheiro o ver.
Não iremos ignorar que o Youtube não é a cada da mãe Joana, e há censura. As vezes válida, às vezes ditatorial (a pedido de empresas ou Estados, como o pedido de Israel de tirar os video do sofrimento palestino quando eles invadiram Gaza este ano).
De fato, se fosse pela turma do Google, os espaços google seriam locais de informação democrática e anarquica. Mas o mundo não é Google.
Se eu fosse selecionar um site favorito, certamente seria o Youtube. E olha que eu nem sou uma grande usuária. Tem gente que passa dias e dias. Mas ele é o que mais me dá prazer, e o que a sensação de surpresa e satisfação são mais constantes.
Existem agora outros sites que hospedam vídeos. Alguns de videos em qualidade melhor e recursos mais sofisticados. Mas o Youtube, por ser mais popular, é sem dúvida o mais visto e tem um acervo invejável.
Tudo isso porque hoje eu tive um puro deleite com o que se encontra no Youtube, novamente.
Se trata de um rapaz que está tentando ganhar a vida, e fez uma ultra mega produção para tentar se por em evidência, agora que acabou de se formar em Audiovisual pela Columbia College of Chicago.
Ele criou um claymation (uma técnica semelhante ao stopmotion- de O estranho mundo de Jack e aA fuga das Galinhas-, mas feita de argila, que é mais fácil e menos sofisticada de trabalhar) do último livro de Harry Potter, Relíquias da Morte - ou Deathy Hallows.
Com cerca de 4h20 de filme, ele reproduziu o livro inteiro, com algumas adaptações e uma fidelidade a se ensinar para a Warner Bros.
As tosquices da técnica e da produção amadora talvez entediem alguns, mas, do ponto de vista que ele fez sozinho e que o esforço em tentar fazer o melhor possível é evidente, até a mão aparecendo para segurar a vassoura "voadora" (capítulo 5, para quem quiser rir) é encantadora.
São 26 pedaços no Youtube. Infelizmente, só tem inglês sem legenda. Confiram:
- Primeiro episódio
-O canal do cara
POr enquanto, eu vi até o episódio 6. Minha avaliação do trabalho em si:
O ponto alto até agora: transformar o pedaço de espelho em algo dado no testamento de Dumbledore, já que no quinto filme da Warner o espelho foi ignorado, e é muito importante no final.
Ponto baixo: Não sei quantos amigos ele tem, mas as vezes confunde quem está falando porque algumas vozes estão muito iguais, sendo evidentemente ele quem faz a maioria. Além disso, a amiga dele que faz algumas das vozes femininas tem um sotaque americano de irritar (como uma amante do acento britânico, é demais para mim aguentar não só um Harry Potter de vozes americanas, mas também uma Hermione que veio do Texas).
O rapaz, que só se identifica como Ryan no perfil do Youtube, é um exemplo do tipo de coisa que o Youtube permite.
Não estou sendo nada original nessa afirmação, mas o youtube revolucionou a maneira como se vê e faz vídeo. E está forçando empresas a saberem se adaptar e aproveitar disso.
É um alcance de amplitude sem tamanho. E perspectivas inimagináveis.
Nunca foi tão saboroso e democrático trabalhar com o Audiovisual.
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